Trump anuncia autorregulação da IA com big techs em meio a temores sociais

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou acordo com donos de big techs de Inteligência Artificial (IA) para uma autorregulação voluntária com previsão de mecanismos de segurança e controle em meio ao crescente temor da sociedade estadunidense em relação aos riscos da expansão da...
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo com líderes de big techs de Inteligência Artificial (IA) para uma autorregulação voluntária, visando mecanismos de segurança e controle devido ao crescente temor da sociedade sobre os riscos da IA.
Trump e representantes de empresas como Google, OpenAI, Meta, X, Nvidia e Anthropic se reuniram na Casa Branca para firmar um documento com compromissos voluntários. O documento afirma que "cada empresa é responsável por desenvolver sua própria tecnologia com segurança e de uma forma que construa confiança com os clientes e o público".
Entre as medidas, estão a implementação de “controles internos” para monitorar sistemas de IA e garantir que não invadam sistemas de forma não intencional. A OpenAI, por exemplo, teve um incidente recente em que um sistema invadiu uma base de dados do serviço público de saúde da Austrália, alegando que foi “involuntário”.

O documento também prevê a capacitação de equipes internas para monitorar sistemas de IA, parceria com auditores externos e a criação de um comitê independente para supervisionar relatórios sobre segurança no uso da IA.
O governo Trump rejeita impor limites legais ao desenvolvimento da IA, mesmo com pedidos da indústria, afirmando que “com o tempo, pode fazer sentido codificar essas etapas em leis ou regulamentos”.
Uma pesquisa da Ipsos e Reuters revelou que 73% da população acredita que as empresas de IA não tomam medidas suficientes para impedir danos, e 39% consideram que a IA tem um impacto negativo na sociedade.
Após a assinatura do documento, Trump defendeu a expansão dos data centers, afirmando que as empresas formarão parcerias com as comunidades. Mark Zuckerberg, da Meta, disse que o acordo visa “transmitir confiança” ao público sobre a tecnologia. Dario Amodei, da Anthropic, destacou que os riscos da IA são “muito reais” e que é necessário trabalhar juntos para garantir segurança.
No mesmo dia, Trump assinou uma Ordem Executiva para que documentos oficiais do governo chamem a IA de superinteligência, afirmando que o termo captura melhor o potencial dessas tecnologias. Críticos, como o cientista brasileiro Miguel Nicolelis, argumentam que o termo “inteligência” é uma metáfora que sugere capacidades humanas que a tecnologia não possui.
Fonte: Agência Brasil - Últimas




