Professor critica autorregulação da IA de Trump como risco à democracia

O anúncio do governo dos Estados Unidos (EUA) e de big techs da Inteligência Artificial (IA) de criar uma autorregulação voluntária com controles de segurança para o desenvolvimento da tecnologia representa uma “carta branca” para a indústria do setor com riscos para a saúde pública e para a democra...
O governo dos Estados Unidos e grandes empresas de tecnologia anunciaram uma autorregulação voluntária da Inteligência Artificial (IA), o que, segundo o sociólogo Sérgio Amadeu, representa uma “carta branca” para a indústria, com riscos à saúde pública e à democracia.
Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC, afirmou que a medida entrega o controle democrático do desenvolvimento da IA às corporações. Ele criticou a implementação de “controles internos” propostos no acordo firmado na Casa Branca com empresas como OpenAI, Meta e Google, afirmando que já existem processos robustos de monitoramento.
O professor questionou a eficácia de auditorias externas pagas pelas próprias empresas, levantando dúvidas sobre a imparcialidade dessas avaliações.

O especialista em governança de IA, Ettore Arpini, reconheceu que o acordo pode trazer benefícios, mas alertou que esses compromissos podem ser abandonados se se tornarem prejudiciais comercialmente.
Amadeu também destacou os riscos ambientais e de saúde pública associados à IA, mencionando que a tecnologia pode levar a diagnósticos errôneos e ao uso indevido de medicamentos. Ele defendeu a necessidade de regulação estatal para proteger a população.
A pesquisa da Ipsos e Reuters revelou que 73% dos americanos acreditam que as empresas de IA não fazem o suficiente para mitigar os danos da tecnologia, e 39% consideram que a IA tem um impacto negativo na sociedade.
Além disso, a IA pode influenciar a opinião pública e ser utilizada para desenvolver armas químicas e biológicas, conforme aponta o relatório Internacional IA Safety Report 2026.
Fonte: Agência Brasil - Últimas




