Mesmo com R$ 1 milhão e apoios de peso, candidatura de Davi Maia ainda precisa provar viabilidade eleitoral

Ex-deputado ficou na suplência em 2022 e mudou neste ano o projeto de retornar à Assembleia para tentar uma vaga ainda mais difícil na Câmara Federal
A campanha de Davi Maia (PSD) tem conseguido reunir recursos e apoios políticos importantes, mas uma pergunta começa a ganhar peso na disputa: toda essa estrutura será suficiente para transformá-lo em deputado federal?
A dúvida ganha relevância diante do histórico recente do próprio candidato.
Em 2022, Davi disputou uma vaga de deputado estadual pelo União Brasil e terminou como suplente. Para 2026, seu projeto inicial era justamente retornar à Assembleia Legislativa, caminho que vinha sendo trabalhado desde 2023.

O rumo mudou somente neste ano. Após convite feito pelo governador Paulo Dantas durante uma reunião do PSD, Davi passou a disputar uma cadeira de deputado federal, conforme noticiado pelo 7Segundos em março.
Ou seja: depois de não conseguir uma cadeira de estadual na eleição passada, o candidato passou a enfrentar agora uma disputa proporcional ainda maior.
Apoios existem, mas serão suficientes?
Politicamente, Davi não está sozinho.
Sua campanha vem apresentando apoios importantes. Em julho, por exemplo, Neto Bomfim, coordenador estadual da campanha de JHC junto às lideranças municipais, declarou apoio público e pediu votos para Davi.
Mais recentemente, em Quebrangulo, o candidato realizou uma mobilização que contou com Marcelo Victor e Renan Filho.
A presença de lideranças de peso fortalece a fotografia política da campanha. Mas também aumenta a cobrança: até onde esses apoios efetivamente se transformarão em votos para Davi?
A questão interessa inclusive às lideranças que decidiram apostar em sua candidatura. Na reta decisiva, apoio político precisa produzir resultado eleitoral — especialmente em uma chapa competitiva como a montada pelo PSD.
R$ 1 milhão já entrou na campanha
Dinheiro também não parece ser o principal problema.
Dados do TSE, compilados pelo monitor 72Horas, mostram que a candidatura recebeu R$ 1 milhão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, integralmente repassado pela Direção Nacional do PSD em 25 de agosto.
O valor está bem acima da mediana de R$ 450 mil recebida até então pelas candidaturas a deputado federal em Alagoas que já haviam declarado recursos.
Portanto, Davi entra na fase decisiva dispondo de uma estrutura financeira considerável.
O problema é que eleição não se resolve apenas com dinheiro ou apoios.
O teste será nas urnas
O próprio PSD montou uma chapa com a expectativa anunciada de conquistar de duas a três cadeiras na Câmara Federal. Isso significa que Davi não precisa apenas enfrentar adversários de outros partidos: existe também uma disputa interna pelos votos necessários para ocupar uma das vagas eventualmente conquistadas pela legenda.
É nesse cenário que surge a principal incógnita da candidatura.
Davi tem apoio. Tem estrutura. Tem R$ 1 milhão de recursos partidários. Tem experiência política.
O que ainda precisa demonstrar é força eleitoral suficiente para transformar tudo isso em uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Sem pesquisa pública recente específica para deputado federal que permita medir sua posição na disputa, seria precipitado decretar antecipadamente vitória ou derrota.
Mas o histórico de suplência em 2022 e o salto para uma disputa federal deixam uma pergunta inevitável para aliados e eleitores:
os apoios estão apostando em uma candidatura eleitoralmente competitiva ou apenas em um projeto que ainda precisa provar que consegue chegar a Brasília?
A resposta não estará nas fotografias, nos palanques ou no tamanho do fundo eleitoral.
Estará nos votos.
Fontes: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)/DivulgaCandContas; 72Horas; 7Segundos; Jornal de Alagoas; Tribuna Hoje.
Fonte: Redação com assessoria




