domingo, 27 de setembro de 202612:03:34
Chuva 100%
TV Alagoas
PolíticaNove candidatos disputam governo do Rio de Janeiro nas eleições 2023PolíticaOnze candidatos disputam governo de Minas Gerais nas eleições de 2023PolíticaCinco candidatos disputam governo do Espírito Santo nas eleições 2023CulturaGeledés lança guia para acesso a políticas de cuidado no BrasilSaúdeIdosos podem doar órgãos em vida, diz especialistaGeralSemana Nacional da Empresa Júnior é criada por lei sancionadaGeralJornalistas criticam GloboNews por correção sobre Nossa Senhora AparecidaPolíticaCâmara analisa projeto de incentivos para medicamentos veterinários genéricosPolicialCasamento de filho de Moraes tem segurança reforçada e atritoCulturaJaraguá recebe grande cortejo no Festival Internacional de Cultura de MaceióGeralIdec solicita investigação sobre biometria facial no Mercado LivreSaúdeProjeto propõe diagnósticos menos invasivos de câncer no SUS

Lei 15.506/26 cria Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos

Redação27 de setembro de 2026
Lei 15.506/26 cria Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos
© Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Esses minerais são fundamentais na produção de tecnologias como smartphones, carros elétricos, sistemas militares e data centers

Foi sancionada nesta quarta-feira (16) a Lei 15.506/26, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O texto é considerado o marco legal para exploração, beneficiamento, refino e transformação de minerais fundamentais na produção de tecnologias, como smartphones e carros elétricos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença de parlamentares, ministros e empresários.

A nova lei surgiu de proposta (PL 2780/24) do deputado Zé Silva (União-MG), aprovada pela Câmara dos Deputados em maio deste ano e depois pelo Senado.

Publicidade
Cesmac

Soberania

Zé Silva ressaltou o papel estratégico desses minerais para a transição energética, afirmando que a lei garantirá que as riquezas do subsolo se transformem em qualidade de vida e recursos para o país. Ele destacou que a política nacional visa garantir a soberania e o processamento dos minerais no Brasil.

O relator do texto na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), mencionou preocupações ambientais, destacando a instituição do certificado de mineral de baixo carbono, que visa à sustentabilidade.

A lei cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam), com previsão inicial de R$ 2 bilhões da União para empreendimentos ligados a minerais críticos e estratégicos, além de R$ 5 bilhões para incentivo ao beneficiamento desses minerais no Brasil.

Marco brasileiro

O presidente Lula afirmou que o Brasil não repetirá erros do passado, quando era apenas exportador de matérias-primas, propondo uma nova agenda para a mineração do futuro, com foco em uma mineração socialmente justa e sustentável.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, considerou a nova lei como a “certidão de nascimento de uma nova era para a mineração no Brasil”.

Reservas nacionais

Silveira lembrou que o Brasil é líder em reservas de nióbio e está entre os principais produtores de outros minerais. Ele anunciou um aumento significativo nos investimentos do Serviço Geológico do Brasil (SGB) em pesquisa para reconhecimento de recursos do subsolo.

O geólogo Carlos Nogueira Junior, da Universidade de Brasília, destacou a possibilidade do Brasil se tornar um exportador de minérios de alta tecnologia, mencionando a dependência mundial do nióbio brasileiro.

Conselho nacional

Durante a sanção da lei, foi instalado o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce), vinculado à Presidência da República, com a primeira reunião prevista para este mês.

Continue Lendo