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Jornalistas criticam GloboNews por correção sobre Nossa Senhora Aparecida

Redação27 de setembro de 2026
Jornalistas criticam GloboNews por correção sobre Nossa Senhora Aparecida

Profissionais alegam que apuração de Maria Cristina Fernandes era verídica e questionam decisão da emissora de se retratar

Jornalistas criticaram a GloboNews após a emissora corrigir uma declaração da comentarista Maria Cristina Fernandes sobre a reação da Igreja Católica a uma suposta mobilização de evangélicos para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

A GloboNews pediu desculpas na madrugada de 25 de setembro de 2026, esclarecendo que a proposta mencionada foi apresentada em dezembro de 2007 pelo então deputado federal Professor Victório Galli e arquivada em agosto de 2008. A fala de Fernandes passou a circular nas redes associada ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), embora não haja projeto de autoria dele sobre o assunto.

Durante o programa Em Pauta, na noite de 24 de setembro, Maria Cristina afirmou: “Tem um movimento na Igreja Católica de reação a uma parcela de evangélicos que está mobilizando um projeto de lei para tirar Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira que pode sim surtir efeito, entre os católicos, a favor do Lula”.

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Guga Noblat afirmou que a Globo “pipocou com medo de bozoloide” e sustentou que a informação de Fernandes era baseada em bastidores de arcebispos preocupados com a possibilidade de Flávio ressuscitar a antiga proposta.

Paulo Motoryn, jornalista investigativo, também contestou a retratação, afirmando: “Uma errata não tem razão de existir se não há erro”. Segundo ele, a apuração tratava da percepção de católicos sobre um compromisso de Flávio com a retirada do título.

As postagens, porém, não apresentaram evidência pública de um projeto atual ou de um compromisso formal do candidato nesse sentido.

Neste sábado (26 de setembro), o bispo diocesano de Piracicaba (SP), dom Devair Araújo da Fonseca, criticou a circulação de notícias falsas relacionadas à devoção religiosa, sem citar diretamente a controvérsia envolvendo Flávio Bolsonaro. Ele afirmou: “Às vezes, ameaçam a nossa devoção, fazendo crescer entre nós notícias que são falsas. Isso nos entristece e também nos surpreende”.

O episódio também envolveu um funcionário da Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência. O coordenador-geral de Estratégia e Informação do órgão, George Marques, republicou uma mensagem orientando usuários a não divulgar a retratação da GloboNews e a deixar o assunto “rolar”. O compartilhamento foi posteriormente apagado. Marques disse ao Poder360 que não concordava com o conteúdo e que, caso tivesse feito a republicação, teria sido por engano. A Secom declarou que a manifestação em perfil pessoal não representava a posição da secretaria.

Fonte: Poder360

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