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Excesso de sal pode aumentar risco de infarto e AVC, alerta nutricionista do Hospital do Coração Alagoano

Redação14 de maio de 2026

O consumo exagerado de sódio favorece hipertensão arterial e exige atenção aos alimentos ultraprocessados

Presente em praticamente todas as refeições, o sal é um ingrediente indispensável na cozinha. Ele realça o sabor dos alimentos e ajuda na conservação, mas, quando consumido em excesso, pode se tornar um grande vilão para a saúde do coração. O alerta é da nutricionista do Hospital do Coração Alagoano, Clara Lins.

Segundo a especialista, o problema está no sódio presente no sal. Em excesso, ele faz com que o organismo retenha mais líquidos, aumentando o volume de sangue circulando nas artérias e elevando a pressão arterial.

“O consumo excessivo de sódio sobrecarrega o sistema cardiovascular e pode ocasionar a hipertensão arterial, que é um dos principais fatores de risco para doenças graves, como infarto e AVC. É uma agressão silenciosa que acontece diariamente”, explica Clara Lins.

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A nutricionista destaca que o perigo não está apenas no sal adicionado à comida. Muitos alimentos ultraprocessados possuem grandes quantidades de sódio e acabam passando despercebidos na rotina alimentar.

“Embutidos, temperos prontos, macarrão instantâneo, salgadinhos e biscoitos recheados são exemplos de produtos com muito sódio. Por isso, é importante criar o hábito de ler os rótulos dos alimentos”, orienta.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo diário de sódio deve ser inferior a 2 gramas por dia, o equivalente a cerca de 5 gramas de sal. No entanto, a maior parte da população costuma ingerir quase o dobro dessa quantidade.

Apesar disso, reduzir o sal não significa abrir mão do sabor. A recomendação é apostar em alternativas naturais para temperar os alimentos. “Ervas, especiarias, alho, cebola e limão ajudam a deixar as refeições saborosas e mais saudáveis. Pequenas mudanças fazem grande diferença para o coração e para a qualidade de vida”, ressalta a nutricionista.

Fonte: Secom Alagoas

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