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Adolescentes apresentam os piores índices de leitura do século

Redação11 de setembro de 2026
Adolescentes apresentam os piores índices de leitura do século

Adolescentes mais acostumados a smartphones do que a Shakespeare estão apresentando os piores índices de leitura já registrados neste século, o que está levando a um declínio mais amplo na educação, segundo avaliação global de alunos. O teste de 2025 da Organização para a Cooperação e Desenvolviment...

Adolescentes estão apresentando os piores índices de leitura já registrados neste século, segundo avaliação global da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O teste de 2025, realizado com 760 mil jovens de 15 anos em 91 países, revelou que as notas em leitura, matemática e ciências atingiram seus níveis mais baixos desde 2000.

Os alunos apresentavam um nível de leitura esperado, no passado, de estudantes um ano mais novos. A pontuação máxima de 501 em leitura, registrada em 2012, caiu para 466 no ano passado, conforme o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) da OCDE.

“O aumento do tempo gasto diante de telas e a diminuição da leitura por prazer têm andado de mãos dadas com resultados mais fracos”, afirmou o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann.

As notas em leitura caíram mais entre alunos de origens mais abastadas. As habilidades médias em ciências e matemática também atingiram níveis baixos, com a pontuação em ciências caindo de 506 para 486 e em matemática de 502 para 469.

O Leste Asiático se destacou, com cidades chinesas, Japão, Coreia, Singapura e Taiwan apresentando os melhores sistemas educacionais. O relatório não endossou a proibição de smartphones nas escolas, mas associou a distração digital a notas mais baixas em ciências em 59 dos 82 sistemas estudados.

A OCDE informou que alunos relataram passar, em média, 3,4 horas por dia em dispositivos digitais para lazer e mais de três horas para aprendizagem. O uso excessivo de dispositivos digitais pode prejudicar os resultados, e quase metade dos alunos usa chatbots de inteligência artificial regularmente, mas aqueles que os utilizam para redações e pesquisas obtêm notas cerca de 20 pontos mais baixas em ciências.

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