Anac aprova voos após as 23h em Congonhas em situações excepcionais

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou o pedido da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) para ampliar o horário das operações no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em situações consideradas excepcionais. Com a decisão, o aeroporto, que funciona entre as 6h e 23h por estar ...
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou o pedido da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) para ampliar o horário das operações no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em situações consideradas excepcionais.
Com a decisão, o aeroporto, que funciona entre as 6h e 23h por estar localizado em área residencial, poderá ter seu horário ampliado para além das 23h, mas somente em eventos extraordinários que impactem a malha aérea.
A decisão foi aprovada na 27ª Reunião Deliberativa Eletrônica da Diretoria Colegiada da Anac e não altera o horário oficial de funcionamento do aeroporto, nem permite programar voos para além do horário normal.

A Anac informou que a diretoria colegiada estabeleceu uma interpretação para a Resolução 55, que veda operações comerciais regulares e de aviação geral no aeroporto depois das 23h, exceto em situações específicas, como transporte de enfermos graves ou órgãos para transplante. A norma não previa tratamento para contingências, o que foi revisto agora.
A Anac destacou que a medida busca reduzir impactos na malha aérea e aos passageiros provocados por eventos extraordinários, como mau tempo, que afetem voos já previstos.
A concessionária Aena, que administra o aeroporto, afirmou que a medida prevê prorrogações do horário operacional exclusivamente em situações excepcionais, como eventos meteorológicos adversos, avaliadas caso a caso.
A Aena também ressaltou que, em 2025, houve cinco ocorrências de prorrogação do funcionamento e, em 2026, foram registradas apenas duas até o momento, enfatizando que não se trata de uma mudança do horário operacional de Congonhas.
A Abear reforçou que a medida é restrita a situações de emergência ou força maior, como condições meteorológicas adversas, e visa atualizar a norma para dar previsibilidade e agilidade às iniciativas adotadas pelas autoridades, sem prejuízo à segurança das operações em Congonhas.
Fonte: Agência Brasil - Últimas


