quarta-feira, 07 de outubro de 202609:04:24
Pode chover 37%
TV Alagoas
EducaçãoEnamed 2026: candidatos podem consultar resultado da reaplicaçãoEducaçãoMEC divulga lista de livros didáticos para 2027-2030PolíticaZenaide Maia pede fim da escala 6x1 e alerta sobre vacinação infantilPolíticaTSE julga desistência de recurso de Garotinho nesta quinta-feiraPolíticaCNJ e Banco Central propõem novas regras para precatóriosEconomiaPrevisão de superávit comercial de 2026 é reduzida para US$ 84,4 bilhõesPolicialGoverno bloqueia 13,2 mil sites de apostas ilegaisGeral82 empregadores entram na lista suja do trabalho escravoPolíticaFlávio Bolsonaro se une a Tarcísio em ato de campanha em São PauloGeralSextou Arapiraca e Clube do Servidor têm atividades neste fim de semanaGeralArapiraca realiza 1ª edição do EducaChef para valorizar cozinheirosGeralArapiraca comemora 14 anos do Planetário Municipal com atividades especiais

Previsão de superávit comercial de 2026 é reduzida para US$ 84,4 bilhões

Redação07 de outubro de 2026
Previsão de superávit comercial de 2026 é reduzida para US$ 84,4 bilhões

A queda nas projeções do preço do petróleo fez o governo reduzir a previsão para o superávit da balança comercial brasileira em 2026, de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões.

A previsão de superávit comercial do Brasil para 2026 foi reduzida para US$ 84,4 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Apesar do corte, o resultado ainda representa alta de 24% em relação ao superávit de 2025. Em setembro, o país registrou saldo positivo de US$ 7,74 bilhões, mais que o dobro do resultado do mesmo mês do ano passado.

Nova projeção

A revisão está relacionada à redução dos preços do petróleo, que chegou a US$ 138 em abril, mas recuou. Atualmente, o barril do tipo Brent está em torno de US$ 100, afetando tanto as exportações quanto as importações brasileiras.

Publicidade
Cesmac

A nova previsão do MDIC considera:

  • Exportações: US$ 382,5 bilhões, contra projeção anterior de US$ 394,4 bilhões;
  • Importações: US$ 298,1 bilhões, contra US$ 304,4 bilhões;
  • Superávit comercial: US$ 84,4 bilhões, contra US$ 90 bilhões.

A estimativa de vendas externas caiu US$ 11,9 bilhões, enquanto a previsão para as compras diminuiu US$ 6,3 bilhões. As exportações projetadas para 2026 ainda representam crescimento de 9,8% sobre 2025.

Segundo maior saldo

Se confirmada, a projeção será o segundo maior superávit da série histórica, atrás apenas de 2023, que registrou US$ 98,9 bilhões.

Em 2025, o Brasil encerrou o ano com saldo positivo de US$ 68,1 bilhões. Esta é a segunda revisão da estimativa em 2026, que começou em US$ 72,1 bilhões e foi elevada para US$ 90 bilhões em julho.

Para alcançar o novo resultado, o Brasil precisará acumular um superávit de aproximadamente US$ 22 bilhões entre outubro e dezembro, próximo ao registrado no último trimestre de 2025, de US$ 21,8 bilhões.

Publicidade
Cesmac

Segundo Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, a estimativa está próxima do desempenho observado até setembro.

“Estamos prevendo três meses à frente. Então, é natural que esses números se aproximem e tenhamos já um cenário bastante consolidado para o que vai ser o fechamento do ano”, afirmou Brandão.

Saldo cresce em setembro

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, alta de 146,4% em relação aos US$ 3,14 bilhões do mesmo mês de 2025.

Foi o maior saldo mensal desde junho, quando o resultado positivo chegou a US$ 9 bilhões. As exportações somaram US$ 34,42 bilhões, avanço de 12,9% na comparação anual, enquanto as importações ficaram em US$ 26,68 bilhões, queda de 2,4%.

Petróleo impulsiona vendas

O crescimento das exportações em setembro foi influenciado pela alta dos preços dos produtos vendidos ao exterior.

Os preços das mercadorias exportadas aumentaram 9,9%, enquanto o volume embarcado cresceu 2,3%. O petróleo bruto foi um dos principais responsáveis pelo desempenho das vendas externas, com exportações totalizando US$ 6,49 bilhões, alta de 77,3% em relação a setembro do ano passado.

Continue Lendo