quarta-feira, 09 de setembro de 202601:14:25
Chuva 96%
TV Alagoas
EconomiaDólar fecha a R$ 5,08, menor valor em um mês; Ibovespa avança 1,2%EsportesFluminense vence Platense por 2 a 0 nas quartas da LibertadoresGeralMorre Zélia Amador de Deus, referência antirracista no ParáSaúdeAnvisa aprova genéricos de medicamentos para diabetes e obesidadeEsportesBrasil é vice-campeão da Copa América de futebol de cegas femininoPolicialRússia retoma ataques a Kiev com drones e mísseis após visita dos EUASaúdeAnvisa aprova Aquipta, novo tratamento para enxaqueca em adultosPolicialPM suspeito de matar esposa permanece preso após audiênciaPolíticaDiretores da PF apoiam Andrei Rodrigues após afastamentoPolíticaSTF afasta diretor-geral da PF após pedido do partido NovoPolíticaDiretor da PF defende autonomia após afastamento de Andrei RodriguesEducaçãoInscrições para o 3º Prêmio Mulheres e Ciência vão até quinta-feira

Morre Zélia Amador de Deus, referência antirracista no Pará

Redação09 de setembro de 2026
Morre Zélia Amador de Deus, referência antirracista no Pará

A professora emérita Zélia Amador de Deus, de 74 anos, da Universidade Federal do Pará (UFPA), morreu, nesta terça-feira (8), em Belém (PA). A pesquisadora em ciências sociais e ativista foi uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa) e atuou na defesa dos direitos da...

A professora emérita Zélia Amador de Deus, de 74 anos, da Universidade Federal do Pará (UFPA), morreu nesta terça-feira (8), em Belém (PA).

A pesquisadora em ciências sociais e ativista foi uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa) e atuou na defesa dos direitos das comunidades quilombolas.

No último dia 18 de agosto, ela foi homenageada na universidade com o plantio de um baobá, sendo reconhecida como uma das principais referências do movimento negro na Amazônia. A professora afirmou que o baobá representa ancestralidade e memória.

Publicidade
Cesmac

Zélia Amador de Deus atuou contra o racismo e defendeu a ampliação do acesso e da permanência de grupos historicamente excluídos do ensino superior. O reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva, a descreveu como “uma referência, um símbolo, uma entidade”.

A pesquisadora foi vice-reitora entre 1993 e 1997 e recebeu, em 2019, o título de professora emérita de Antropologia e Ciências Sociais.

A historiadora Janira Sodré destacou que Zélia foi “insurgente” e ensinou a nortear o olhar sobre o país, enquanto o professor Jonas Pinheiro ressaltou seu legado na luta pelas cotas raciais e pelo respeito aos saberes tradicionais.

A cantora Gaby Amarantos também se pronunciou, agradecendo pelos ensinamentos da professora.

Zélia nasceu em 1951, na Ilha do Marajó, e enfrentou dificuldades desde a infância, incluindo racismo. Ela estudou em escolas públicas e aprendeu com a avó a impor sua presença em qualquer lugar.

Continue Lendo