Estudo da OMS revela que 66% dos jovens europeus sofreram abusos

Dois em cada três jovens europeus afirmam ter sido vítimas de abusos, negligência, violência doméstica ou outras experiências adversas semelhantes durante a infância, segundo relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Um estudo da OMS, realizado com 26 mil jovens de 18 a 30 anos na União Europeia, Noruega e Islândia, revelou que dois em cada três afirmam ter sofrido abusos.
Um em cada cinco entrevistados relatou ter vivido quatro ou mais tipos de experiências adversas na infância, e 76,3% deles necessitaram de apoio profissional em saúde mental.
O estudo indica que esse grupo tem maior probabilidade de sofrer e exercer violência, além de ter sido alvo de 'ciberbullying' na infância. Os dados foram coletados entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.

A OMS alerta que a exposição a experiências adversas na infância aumenta o risco de abandono escolar, desemprego e baixa renda familiar, além de afetar a confiança e o sentimento de pertencimento à comunidade.
“Quando uma criança cresce num ambiente de violência ou num lar em crise, não nos deve surpreender que essas experiências a acompanhem anos mais tarde na escola, no mercado de trabalho e nas suas relações”, afirmou Natasha Azzopardi-Muscat, diretora de Sistemas de Saúde da OMS Europa.
Ela enfatizou que o problema não afeta apenas uma minoria, mas é um desafio social e econômico que requer intervenção de vários setores.
A OMS pediu medidas para combater condições que favorecem essas situações, como pobreza e exclusão social, e recomendou que sistemas de saúde, educação e justiça sejam capazes de identificar e apoiar pessoas afetadas por adversidades na infância.
Fonte: Agência Brasil - Últimas




