Confrontos em Paris marcam protestos contra aumento de preços

Novos confrontos eclodiram em Paris neste domingo (18), um dia depois de a França ter vivido um dos piores dias de agitação dos últimos anos, com protestos contra os preços altos que deixaram um manifestante morto, milhares de pessoas presa
Novos confrontos ocorreram em Paris neste domingo, um dia após protestos que resultaram em um manifestante morto e milhares de prisões em todo o país.
As manifestações se intensificaram no sábado, com uma prefeitura incendiada e lojas saqueadas, enquanto grupos violentos confrontaram a polícia em várias cidades.
Um manifestante morreu após uma parada cardíaca durante os protestos em Paris. A polícia prendeu mais de 2 mil pessoas e mais de 600 policiais ficaram feridos, segundo o ministro do Interior.

“Aqui parece uma zona de guerra”, disse o empresário holandês Tije De Boer, que teve que deixar seu hotel na Place de la République devido aos tumultos.
A polícia usou gás lacrimogêneo contra os manifestantes na Place de la République, onde bicicletas foram incendiadas, indicando que as tensões persistem.
Mais de meio milhão de pessoas participaram das marchas no sábado, unindo um movimento estudantil a um descontentamento social mais amplo.
O presidente Emmanuel Macron fará um pronunciamento à nação às 20h, horário local, neste domingo.
Os distúrbios revelaram a raiva contra Macron, que deixará o cargo em 2027, e o governo atribuiu a violência a grupos de extrema esquerda e criminosos.

O líder da extrema direita, Jordan Bardella, pediu a renúncia de Macron, afirmando que a França foi “humilhada”.
Uma operação de limpeza começou em várias cidades, onde centenas de lojas foram danificadas.
O prefeito de Limoges denunciou o incêndio da prefeitura, comparando-o ao incêndio da Catedral de Notre-Dame em 2019.
Os distúrbios aumentaram a pressão sobre Macron antes da eleição presidencial do próximo ano.
O ministro da Economia prometeu apoio aos empresários afetados e afirmou que quem causar danos será responsabilizado.
Os protestos começaram devido a condições nas escolas e escassez de professores, evoluindo para um movimento contra a desigualdade e o aumento do custo de vida.




