Estudantes promovem atos em defesa da democracia e educação pública

A preocupação com os rumos do país e com os riscos para as instituições democráticas e para a educação, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, impulsionou a retomada das ruas pelo movimento estudantil.
A preocupação com os rumos do país e os riscos para as instituições democráticas e para a educação, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, motivou a mobilização do movimento estudantil. Milhares de estudantes têm realizado atos em diversas cidades para defender a democracia e a educação pública, além de se posicionar sobre os candidatos e suas propostas.
A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, destacou o protagonismo de universitários e secundaristas nos atos e lembrou a trajetória histórica dos estudantes brasileiros em momentos decisivos da política nacional, como a luta contra a ditadura militar e as mobilizações por eleições diretas.
Bianca afirmou que "neste momento, nós vemos não só uma eleição em jogo, mas verdadeiramente o futuro do nosso país em risco", referindo-se à possibilidade da ascensão de um governo autoritário que representa retrocesso na educação.
A dirigente também mencionou os desafios enfrentados pelas universidades públicas, como o subfinanciamento e a necessidade de ampliar a assistência estudantil. Ela ressaltou a importância da organização estudantil para além do período eleitoral e defendeu que a participação coletiva é fundamental para transformar reivindicações em direitos.
Na última sexta-feira, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou pedido da campanha do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) para barrar publicações nas redes sociais de 54 dirigentes de sindicatos, movimentos sociais e entidades estudantis, incluindo a UNE.
Fonte: Agência Brasil - Política




