Sequência de “The Handmaid’s Tale” Expande o Legado de Margaret Atwood para Novas Gerações

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
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Quase um ano se passou desde o fim da sexta temporada da distopia "The Handmaid's Tale", produção que fez história como a primeira série de streaming a vencer o Emmy de Melhor Drama, acumulando 15 estatuetas. Agora, o universo de Gilead — um regime teocrático instaurado no território dos Estados Unidos, onde as mulheres perderam seus direitos — se expande com "Os Testamentos: Das Filhas de Gilead".
A nova série estreia nesta quarta-feira (8) no Disney+ e avança 15 anos no tempo desde os acontecimentos de "The Handmaid’s Tale", quando o regime totalitário permanece de pé, mas começa a apresentar sinais de rachaduras.

A história foca em um grupo de jovens garotas que estudam na academia da veterana Tia Lydia (Ann Dowd, reprisando seu papel) para aprenderem a "se tornarem esposas". "Você não precisa estar familiarizado com 'The Handmaid’s Tale' para assistir. É uma série própria, tem uma abordagem nova. A cinematografia, a música, é tudo muito diferente", explica Lucy Halliday, em entrevista à Forbes Brasil. A atriz interpreta Daisy, uma jovem criada no Canadá que se infiltra em Gilead. “A série mostra o quão fascinantes as jovens mulheres são e como conseguem cuidar umas das outras em circunstâncias muito intensas e surreais", diz Rowan Blanchard, que vive a estudante privilegiada Shunammite na série.
O legado de Margaret Atwood
A mente por trás dessa história é Margaret Atwood. Aos 86 anos e com mais de 40 livros publicados, a autora canadense é um ícone da ficção especulativa. A nova série é uma adaptação de seu livro homônimo lançado em 2019, vencedor do Booker Prize. Apenas no Brasil, os livros "O Conto da Aia" e "Os Testamentos" somam mais de 250 mil exemplares vendidos.
"Tudo o que já me perguntaram sobre Gilead e seu funcionamento interno é a inspiração para ‘Os Testamentos’. Bem, quase tudo. A outra inspiração é o mundo em que vivemos.”
Margaret Atwood
Apesar disso, suas obras se consolidaram como um marco na literatura que atravessa gerações. “A minha avó é uma grande fã da Margaret Atwood. Ela me ensinou tudo sobre sua carreira. Ela tem todos os livros, e nós lemos juntas”, conta Mattea Conforti, que integra o elenco da série como a rebelde Becka. "Mostrar que essas coisas angustiantes e horríveis ocorreram ao longo do tempo e ainda ocorrem hoje, realmente conecta com o público", afirma Lucy. 
A nova geração de Gilead
Desenvolvida pelo mesmo showrunner da série original, Bruce Miller, "Os Testamentos" traz um tom mais leve para o universo, focado no amadurecimento, na amizade e na rebelião. "Em vez de acompanharmos a vida de uma aia, estamos seguindo a perspectiva das meninas mais jovens de Gilead", conta Lucy. "Elas tiveram uma criação fechada e privilegiada. Mostramos como é crescer nesse ambiente e ser completamente alheia ao que está acontecendo do lado de fora."Para além do terror totalitário do universo distópico, as personagens lidam com dilemas universais. “A dinâmica parece muito com o ensino médio. Você tem as pessoas que são mais populares e as menos populares", conta Rowan. “Muitas mulheres podem se ver nas emoções da adolescência, nas dores de navegar por amizades e em coisas tão simples como ‘crushes’ ou fofocas enquanto estão crescendo”, reflete Mattea. 
As atrizes esperam atrair um público jovem para conhecer o universo de Margaret Atwood e, quem sabe, trazer novas perspectivas. "Se tem algo que eu quero que as pessoas tirem dessa série, é nunca ser complacente com a estagnação e sempre encontrar espaço para questionar e fazer a diferença", diz Mattea. "Se uma pessoa assistir à série e, por causa disso, mudar sua forma de pensar sobre algo na sociedade de hoje, vou sentir que fomos bem-sucedidas", completa Lucy.
Fonte: Forbes Brasil




