‘Roupa de milho’ da Speedo reduz em até 50% emissões de carbono da fabricação

Um traje esportivo exige uma série de requisitos, já que pode impactar diretamente no desempenho de atletas, sejam amadores ou profissionais.
Um traje esportivo exige uma série de requisitos, já que pode impactar diretamente no desempenho de atletas, sejam amadores ou profissionais. Acrescentar a esses requisitos o critério da sustentabilidade é outro desafio. Foi pensando nisso que a marca esportiva Speedo começou a usar um novo tecido feito a partir do milho.
+ Apenas 6,9% dos materiais usados no mundo têm origem na reciclagem
Segundo a marca, o chamado Bioamida, produzido com material de biomassa extraída do milho – e geneticamente modificada e adaptada para uso industrial – é capaz de reduzir a emissão de gases de efeito estufa. A marca destaca que, ao utilizar a biomassa, que é um subproduto, não compete com o milho destinado à alimentação.

A Speedo diz que o uso da biomassa de milho traz ganhos operacionais, já que as peças produzidas com esse tecido exigem menos tempo e temperaturas mais baixas para o tingimento, absorvem melhor o corante e otimizam a reutilização da água nas fábricas. O resultado é uma redução de até 50% na pegada de carbono, em comparação com outras poliamidas convencionais, dizem.
“A criação de roupas sustentáveis deixou de ser uma tendência e se tornou uma responsabilidade. Precisamos olhar para o futuro e adotar práticas que não apenas atendam às necessidades dos consumidores, mas também respeitem o meio ambiente. Usar materiais ecológicos, como tecidos orgânicos, é um passo fundamental para reduzir o impacto ambiental da nossa produção", diz Roberto Jalonetsky, CEO da Speedo Multisport.
Mercado aquecido demanda soluções
A Speedo calcula que o setor de roupas para esporte cresce globalmente, com a expectativa de aumentar em 14,9% a sua produção até 2029. O segmento esportivo brasileiro movimentou R$ 16,3 bilhões no e-commerce no último ano, um aumento de 42,3% em relação a 2023, com itens de vestuário sendo responsáveis por 45% desse número.Contudo, toda essa produção massiva de peças gera um alto nível de poluição. Somente a produção têxtil é responsável por 20% da contaminação de água potável em todo mundo.
Fonte: ISTO É DINHEIRO




