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‘Revisão de gasto não é só para criar espaço fiscal’

Redação07 de julho de 2024

A secretária nacional de Planejamento do Ministério do Planejamento e Orçamento, Virgínia de Ângelis, afirma que a agenda de revisão de gastos, em discussão no governo federal, precisa deixar claro quais são os objetivos do corte de despesas pretendido pelo Executivo.

A secretária nacional de Planejamento do Ministério do Planejamento e Orçamento, Virgínia de Ângelis, afirma que a agenda de revisão de gastos, em discussão no governo federal, precisa deixar claro quais são os objetivos do corte de despesas pretendido pelo Executivo. De acordo com ela, se o processo não for planejado e delimitado, o novo espaço fiscal corre o risco de ser ocupado por mais emendas parlamentares.

“Quando você faz a revisão de gastos, ela não é simplesmente para gerar espaço fiscal. É gerar espaço para quê? Se for para pagamento de serviço da dívida, isso tem de estar muito claro”, afirma Virgínia em entrevista ao Estadão. “Se for para realocar em prioridades do governo, quais são as prioridades? Se a gente não tiver clareza sobre isso, podemos ter um novo aumento do porcentual de emendas impositivas (obrigatórias) individuais, por exemplo.” Atualmente, mais de 90% das despesas primárias são compostas por gastos obrigatórios. Do que resta, quase um terço está na mão do Congresso.

Servidora de carreira do Tribunal de Contas da União (TCU) e há dois meses n

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