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Projeto de Lei cria Estatuto de Proteção ao Consumidor de Energia Solar

Redação20 de setembro de 2026
Projeto de Lei cria Estatuto de Proteção ao Consumidor de Energia Solar
© Divulgação/Eletron Energia

Proposta proíbe cobranças retroativas e garante manutenção de regras tarifárias por 25 anos para quem gera a própria energia; texto está em análise na Câmara

O Projeto de Lei 3149/26 institui o Estatuto de Proteção ao Consumidor de Energia Solar, visando assegurar estabilidade regulatória e proteção econômica a consumidores residenciais, pequenos empreendedores, cooperativas e produtores rurais que investiram em sistemas de geração distribuída.

A proposta, de autoria do deputado José Medeiros (PL-MT), está em análise na Câmara dos Deputados.

Limites

Pelo texto, fica proibida a criação de taxas ou tarifas retroativas sobre sistemas de geração já conectados à rede elétrica.

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Contratos de compensação vigentes deverão ser mantidos nas condições existentes na data de sua celebração, e nenhuma alteração na regulamentação poderá reduzir direitos econômicos adquiridos.

A proposta prevê que qualquer criação ou aumento de encargo sobre a micro e a minigeração distribuída dependerá de autorização expressa por lei federal específica, impedindo a Aneel de instituir novas cobranças por atos infralegais.

Garantia

Para consumidores que aderirem à geração distribuída, o projeto assegura a manutenção das condições econômicas e regulatórias vigentes na data da conexão do sistema por 25 anos.

O texto também estabelece que a União deverá promover políticas públicas de incentivo à geração distribuída.

Produtor rural

A proposta inclui dispositivos para o setor agropecuário, garantindo proteção especial aos produtores rurais contra encargos que comprometam a viabilidade econômica de seus investimentos.

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Fica vedada qualquer cobrança adicional sobre a energia produzida para consumo próprio nas propriedades rurais.

Proteção

O deputado José Medeiros afirma que o projeto busca proteger quem investiu acreditando na estabilidade das regras e destaca que a geração distribuída contribui para a expansão da infraestrutura energética do país.

“O cidadão que produz sua própria energia não representa um custo para o Estado. Representa um parceiro estratégico na construção de um sistema energético mais eficiente”, ressalta o deputado.

Próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Minas e Energia; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e senadores.

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