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Produtores mexicanos pedem ‘diálogo’ para acabar com guerra comercial com EUA

Redação02 de fevereiro de 2025
Produtores mexicanos pedem ‘diálogo’ para acabar com guerra comercial com EUA
© Foto: ISTOÉ DINHEIRO

Produtores mexicanos agrícolas e de autopeças pediram neste domingo (2) um "diálogo" para acabar com a guerra comercial desencadeada pela decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas alfandegárias de 25% sobre o México e o Canadá.

Produtores mexicanos agrícolas e de autopeças pediram neste domingo (2) um "diálogo" para acabar com a guerra comercial desencadeada pela decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas alfandegárias de 25% sobre o México e o Canadá.

Ambos os setores estão entre os que seriam mais atingidos pela medida, que, segundo Trump, busca pressionar seus parceiros no acordo comercial T-MEC a coibir a migração ilegal e o tráfico de drogas.

Tanto o México quanto o Canadá anunciaram retaliações comerciais.

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As tarifas prejudicarão a "competitividade" da América do Norte, uma das regiões mais dinâmicas do mundo, e colocarão milhões de empregos em risco, disseram a Indústria Nacional de Autopeças (INA) e o Conselho Nacional de Agricultura (CNA) em declarações separadas.

Emblemático do T-MEC, o setor automotivo exportou US$ 36 bilhões (209,8 bilhões de reais na cotação atual) para os Estados Unidos em 2023 e representa 5% do PIB mexicano, de acordo com a Capital Economics.

Esse setor e o de autopeças também geram 11 milhões de empregos nos três países, lembrou o INA.

"Enfraquecer esse comércio […] só reduzirá a competitividade da região e afetará a estabilidade", disse o sindicato.

O INA acrescentou que, somente nos EUA, estima-se que o "preço médio dos carros" aumentará em US$ 3.000 (17,4 mil reais), com uma possível redução de um milhão de unidades vendidas em 2025.

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"Isso ocorre porque as peças automotivas atravessam as três fronteiras até sete ou oito vezes antes da montagem final de um veículo", explicou.

O INA disse que continuará a cooperar "estreitamente" com seus parceiros americanos e canadenses, e pediu "unidade nacional […] para mitigar os impactos da política comercial imposta" por Trump.

Por sua vez, os agricultores lembraram que mais de 50% do consumo de abacates, tomates, pimentas e frutas vermelhas nos EUA vem do México.

O país latino-americano também exporta mais de US$ 1,5 bilhão (8,7 bilhão de reais) em carne bovina e suína para os Estados Unidos, enquanto a cerveja e a tequila representam exportações de mais de US$ 8 bilhões, tendo o mercado americano como seu principal destino, detalhou o CNA.

Esses são "momentos de união e diálogo" e de "construir todas as pontes necessárias […] para voltar aos canais do T-MEC", enfatizou o sindicato agrícola, que disse estar unindo forças com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.

Tags:
Economia

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