Produtores de manga do Vale do São Francisco dizem que tarifaço é ‘desastre para a região’

Os exportadores de manga da região do Vale do São Francisco, no Nordeste, estão apreensivos com as tarifas de 50% anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Os exportadores de manga da região do Vale do São Francisco, no Nordeste, estão apreensivos com as tarifas de 50% anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os produtores temem uma ‘quebradeira’ de empresas e demissões.
A região é uma das principais produtoras de frutas do país, e os Estados Unidos é um dos principais destinos da exportação.
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A exportação de frutas do Vale do São Francisco desempenha um papel importante na economia local. Estima-se que aproximadamente 200 mil pessoas trabalhem no setor. Ao todo, são aproximadamente 3.200 produtores rurais, entre fazendas grandes e pequenas.
Segundo dados do Ministério da Agricultura (MAPA), em 2023, os Estados Unidos foram o segundo maior importador de manga e uva do Brasil. Foram mais de 48 mil toneladas de manga e 19 mil toneladas de uva. Em 2024, os números caíram levemente, foram 36,8 mil toneladas de manga exportadas para os EUA (terceiro principal destino) e 13,8 mil toneladas de uva (ainda o segundo principal destino).
Paulo Dantas, que é dono de uma das maiores exportadoras de frutas do país, a AgroDan, diz o clima e de “apreensão”.
“Se essas tarifas se concretizarem as empresas não vão resistir, milhares de trabalhadores perderão seus empregos”, afirma.
Dantas, que tem a Europa como seu principal destino contou que o principal temor é com a destinação da manga excedente em casos de inviabilização da exportação para o mercado americano.
“O mercado interno já está abarrotado. Não aguenta mais esse volume que estava previsto para os Estados Unidos. Se a janela americana se fechar vai ser um desastre para a região”, diz Dantas.
Em nota, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), Guilherme Coelho, disse que defende que as negociações e o diálogo para a normalização das questões tarifarias a qual julgou como preocupante.“Nossa safra de manga está prestes a se iniciar, justamente para o mercado americano. Na próxima semana nós já teríamos os primeiros embarques e a partir de agosto, os primeiros embarques de uva para lá. Ter que deixar isso no mercado interno é uma alternativa que vai causar um problema grave de mercado”, explica Lira.
“A fruticultura brasileira quer continuar exportando seus produtos para os EUA e, certamente, os importadores americanos desejam contar com nossas frutas para complementar o abastecimento do varejo, em um modelo de negócio ganha-ganha”, afirma.
*Estagiário sob supervisão
Fonte: ISTO É DINHEIRO




