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Prefeitura de Maceió recupera pilares econômicos da capital com revitalização de mercados públicos históricos

Redação21 de setembro de 2026
Prefeitura de Maceió recupera pilares econômicos da capital com revitalização de mercados públicos históricos
© Foto: reprodução

Quatro equipamentos ganham nova estrutura para comerciantes que vivem dos mercados públicos há gerações e clientes que frequentam diariamente os espaços

Em Maceió, os mercados públicos atravessam gerações e fazem parte da rotina social e cultural de bairros inteiros. Agora, esses espaços recebem uma transformação estrutural com obras de modernização realizadas pela Prefeitura. O Mercado da Produção, Mercado do Benedito Bentes, Mercado do Tabuleiro e o Mercado do Jacintinho passam por processos de revitalização para oferecer mais conforto a comerciantes e clientes e solucionar problemas estruturais acumulados ao longo dos anos.

A história dos mercados públicos de Maceió remonta a novembro de 1848, quando foi criado o primeiro equipamento desse tipo na capital. Ao longo das décadas, os espaços passaram por mudanças e ampliações para acompanhar o crescimento da cidade e as necessidades de comerciantes e consumidores.

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Na atual gestão, as intervenções alteram não apenas a estrutura dos equipamentos, mas também as condições de trabalho de quem passa o dia nesses espaços. Onde antes havia problemas de organização, circulação e infraestrutura, os novos mercados passam a contar com ambientes climatizados, boxes individuais, acessibilidade e estruturas específicas para a comercialização e o manejo de carnes, pescados, raízes, folhas e ervas.

Mercado da Produção

Em 1975, a construção do Mercado da Produção foi anunciada como solução para os problemas de insalubridade, falta de higiene e inundações no período chuvoso, mas o equipamento só foi entregue em agosto de 1978 e problemas como alagamentos, acúmulo de lixo e condições sanitárias precárias persistiram desde então.

Esses problemas também fazem parte do contexto que levou ao atual processo de revitalização, iniciado durante na gestão anterior e com continuidade pelo atual prefeito, Rodrigo Cunha. A revitalização do Mercado da Produção foi estruturada em etapas modulares, o que permitiu a continuidade do funcionamento das atividades comerciais durante a execução das obras.

A primeira etapa, já entregue pela Prefeitura, construída onde antes era o espaço do antigo Bompreço, possui 2.420 m² de área construída. O espaço agora abriga 76 permissionários, distribuídos em boxes internos com paredes de vidro e bancadas fixas.

Dentro do espaço da primeira etapa, são 24 boxes para comercialização de flores, 36 específicos para produtos orgânicos e 32 bancas para produtos não orgânicos, sendo duas por permissionário. Toda a edificação conta com ambientes climatizados e banheiros exclusivos e adaptados para pessoas com deficiência.

O projeto geral da revitalização do Mercado da Produção pretende ampliar a capacidade do equipamento, com o aumento do número de permissionários de 1.400 para mais de 2 mil, num pacote de investimentos de R$248 milhões.

O espaço, moderno e completo, contará com área de convivência, a creche Gigantinhos, boxes organizados com vidro e acabamento moderno, climatização, bancadas fixas, equipamentos de acessibilidade e 900 vagas de estacionamento. Enquanto a primeira etapa foi construída no espaço onde antes funcionava o Hiper Bompreço, a segunda parte do mercado preserva a arquitetura do prédio original do Mercado da Levada, projetado em 1970 pelo arquiteto uruguaio Eladio Dieste.

Suzana e Juliana Dias, irmãs que comandam o empreendimento da família, o Empório Nordestino, onde comercializam castanhas, nozes, temperos e outros produtos orgânicos, apostam na retomada completamente benéfica do novo espaço.

Irmãs que comandam empório contam com aumento da clientela após revitalização do mercado.

Foto: Victor Vercant

"Eu acredito muito que, com o novo mercado, vai melhorar bastante o movimento e o fluxo de gente aqui dentro, porque realmente caiu bastante o volume de clientes. Uma das principais dificuldades que a gente enfrenta é o período de chuva. Eu já tive vários prejuízos por conta disso. O que eu acho que vai agregar mais para o nosso trabalho é a higiene. Acredito que vai ser bem melhor", disse Suzana.

A comerciante reforça que aguarda para entrar no novo espaço e organizar seus produtos. “Eu já tenho meio que um modelo pré-montado, projetado, mas primeiro a gente precisa estar lá para ver. Em relação à umidade e aos problemas de armazenamento causados pela chuva, eu acredito que isso também vai ser sanado no novo mercado”, completou.

Mercado Público do Benedito Bentes

O Mercado do Benedito Bentes começou a funcionar em 1987, durante o processo de expansão urbana da capital, quando o equipamento passou a atender à demanda de um bairro que crescia e se consolidava como um dos mais populosos de Maceió. Quase 40 anos depois, o novo Mercado Público do Benedito Bentes foi o primeiro entregue nesta atual gestão, mudando a vida de permissionários que aguardavam havia décadas pela estrutura.

Novo Mercado do Benedito Bentes foi o primeiro a ser concluído na atual gestão.

Foto: Victor Vercant

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Foram R$ 9 milhões investidos em mais de 1.575 m² de área, com capacidade para cerca de 112 permissionários, divididos em 88 boxes e 24 tarimbas. Organizado por segmentos, o novo Mercado do Benedito Bentes tem setor de restaurantes e alimentação, confecções e utilidades, manutenção, pescados, cereais, carnes e frango, além de espaço para a feira livre de frutas e verduras.

Cada boxe focado na exposição de carnes e pescados tem, aproximadamente, 5 m². Já as tarimbas, usadas também para o manejo do frango, têm cerca de 6 m². Todas as unidades contam com pia, balcão de mármore em formato de "L", forro em gesso e paredes em cerâmica, garantindo mais conforto, segurança e praticidade.

A estrutura utiliza a Praça Padre Cícero como apoio ao espaço de estacionamento já existente, que também passou por revitalização com a implantação de um jardim paisagístico.

Para Edna Alves, que trabalha há 20 anos na barraca Peixaria Sorriso, a mudança representa o fim de um período de dificuldades.

Depois de muitas perdas, Edna já garantiu espaço no novo mercado.

Foto: Victor Vercant

"Estou cansada de levar choque, de levar chuva. A gente perde o maquinário e tem que ficar trocando. Isso é coisa do mercado velho, que eu espero nunca mais passar. Do mercado novo, eu espero que venha bastante cliente para comprar da gente, porque está tudo bonito e tudo ok por lá."

Atualmente, Edna trabalha ao lado da filha, Edilane, que também atua como feirante no mercado, e já garantiu seu espaço na nova estrutura. "Tenho netos e, quem sabe, algum dia eu possa passar esse negócio para alguém da minha família", conta, ao lembrar que o comércio de pescados, com camarão, sururu, filé de siri, maçunim e, principalmente a tilápia, já passa de geração em geração.

Mercado do Tabuleiro

A nova estrutura, construída no local onde funcionava o mercado da tradicional feirinha do bairro, terá mais de 1.095 m² em um terreno com mais de 10 mil m². O projeto organiza as atividades comerciais e oferece melhores condições de trabalho aos permissionários, além de mais conforto, segurança e acessibilidade ao público.

O projeto também prevê uma área externa para a feira livre, destinada à comercialização de frutas e verduras, enquanto o setor interno permanece voltado para a venda de carnes, frangos, pescados e cereais. Com investimento total superior a R$9,3 milhões, a obra integra as ações de requalificação urbana do Tabuleiro do Martins e de valorização do comércio popular. Espaços de convivência e alimentação, ventilação e iluminação natural, piso tátil, rampas de acessibilidade e tarimbas adequadas para o manuseio dos itens completam o novo mercado do bairro.

As obras avançam em ritmo acelerado: a montagem do galpão pré-moldado já ultrapassa 85% de conclusão, restando o telhamento e o fechamento em alvenaria, enquanto as fundações dos quiosques e as vigas baldrames seguem em execução.

Mercado do Jacintinho

Quarto mercado público revitalizado na atual gestão, o Mercado do Jacintinho se destaca pela área superior a 1.500 m², que beneficiará cerca de 108 permissionários, distribuídos entre os setores de carnes e frangos, pescados, cereais e laticínios.

O equipamento contará com 84 boxes e 44 tarimbas para a comercialização e manejo correto dos itens. Restaurantes, lanchonetes, banheiros, lojas na área externa e espaços de apoio aos permissionários são previstos no projeto.

A antiga estrutura do mercado foi demolida para dar espaço a uma nova totalmente pensada e projetada para atender às necessidades dos comerciantes e clientes. Com os pilares e demais elementos de concreto da estrutura principal já implantados, as equipes avançam agora na montagem dos boxes e da cobertura.

Entre os novos boxes de vidro, as bancadas de mármore e os galpões que ainda ganham forma, os mercados públicos de Maceió seguem fazendo parte de uma história que começou em 1848 e continua se reinventando a cada geração. Para comerciantes como Suzana, Juliana, Edna e Edilane, a expectativa vai além do concreto e da nova estrutura: é a chance de recomeçar sem medo da chuva, da umidade e dos prejuízos que marcaram décadas de trabalho.

Fonte: Secom Maceió

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