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Pré-mercado: Semana Terá Reunião do Copom e Inflação no Brasil e nos EUA

Redação09 de dezembro de 2024

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

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Bom dia. Estamos na segunda-feira, 9 de dezembro.

Cenários

A semana terá a última reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom), agendada para os dias 10 e 11 de dezembro. Algo raro neste ano, não haverá coincidência de datas com a reunião do Federal Open Market Committee (Fomc), versão americana do Copom. O encontro nos Estados Unidos está agendado para os dias 17 e 18 de dezembro.

O que esperar do Copom? A única certeza é que os juros vão subir. Na manhã desta segunda-feira, as opções de Copom negociadas na B3 mostravam uma probabilidade de 50% de alta de 1,00 ponto percentual na Selic, que subiria para 12,75% ao ano. A segunda alternativa mais provável é uma alta de 0,75 ponto percentual, com probabilidade de 44%. Nos casos extremos, há 3% de probabilidade de alta de 1,25 ponto percentual, e 2% de probabilidade de alta de 1,50 ponto percentual.

Perspectivas

Essas indicações de probabilidade de alta de juros na reunião do Copom representam uma mudança significativa em relação às expectativas de poucos dias atrás. Na edição de 2 de dezembro do Relatório Focus, a expectativa do mercado para a Selic do fim de 2024 era de 11,75%. Agora, o mais provável é que a taxa terminal do ano fique entre 12% e 12,25%.

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Isso mostra a deterioração das expectativas. Na terça-feira (10) será divulgada a inflação de novembro medida pelo IPCA. O acumulado de 12 meses até outubro indica uma alta de 4,76% nos preços, bastante acima do teto da meta de inflação, que é de 4,5%. Por isso, a expectativa dos investidores é de uma continuidade na trajetória de alta dos juros.

Nos Estados Unidos, será divulgado o Consumer Price Index (CPI) de novembro na quarta-feira (11). A mediana das expectativas para o índice geral é de uma leve elevação na inflação calculada em12 meses, que poderá subir para 2,7% ante os 2,6% registrados nos 12 meses até outubro.

No caso do "núcleo" do índice, que exclui os preços mais voláteis de alimentos e de energia, a mediana das expectativas é de uma variação e 3,3% nos 12 meses até novembro, inalterada em relação a outubro.

Mesmo não mostrando um cenário explosivo para a inflação, essas projeções mostram preços consistentemente acima da meta nos Estados Unidos, o que diminui a probabilidade de o Fomc seguir reduzindo os juros na última reunião deste ano.

Indicadores

  • Brasil
Relatório Focus
  • Estados Unidos
Sem indicadores relevantes

Tags:
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