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Pré-mercado: Refazendo as Contas para a Inflação e para os Juros

Redação03 de janeiro de 2025

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

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Bom dia. Estamos na sexta-feira, 3 de dezembro.

Cenários

Em um dia de poucas notícias, os investidores se preparam para recalcular as expectativas para a inflação e para os juros em 2025.

Os índices mais recentes mostraram uma desaceleração na inflação. Na sexta-feira, 27 de dezembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 ( IPCA-15) de dezembro. Esse indicador é uma prévia do IPCA, usado para conferir o cumprimento das metas de inflação pelo Banco Central (BC).

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Segundo o IPCA-15, os preços subiram 0,34%, abaixo dos 0,62% de novembro e da mediana das expectativas, que era de 0,45%. A inflação acumulada em 2024 foi de 4,71%, levemente abaixo dos 4,77% acumulados nos 12 meses até novembro. A mediana das expectativas era de 4,82%. Apesar da leve desaceleração, o resultado confirmou as projeções de romper o teto da meta, que é de 4,50%.

O IPCA-15 não foi o único índice de inflação divulgado no dia 27. A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de dezembro. Semelhante ao IPCA-15, o IGP-M é uma antecipação do IGP-Di e nasceu da necessidade de uma economia com inflação descontrolada. Conhecido como "inflação do aluguel", o IGP-M reajusta diversos contratos e sofre mais influência do dólar do que o IPCA.

O IGP-M de dezembro também mostrou uma desaceleração. A inflação desacelerou para 0,94% ante o 1,30% registrado em novembro. Porém, os preços de alguns itens seguem subindo aceleradamente. Segundo a Fundação, no caso da inflação de atacado "o preço do café, influenciado pelo clima e pelo câmbio, foi o principal destaque, registrando alta de 28,82%". Isso mostra que os preços das commodities, que são importantes na composição da inflação, seguem pressionados devido ao câmbio.

Perspectivas

É possível dizer que a inflação melhorou devido ao aperto da política monetária, com uma forte alta da taxa Selic? Infelizmente, não é o caso. A desaceleração dos preços foi um falso positivo (sem comparação com o significado médico dessa expressão). A baixa foi um fenômeno pontual, decorrente de quedas maiores do que o habitual em itens com preços voláteis, como a eletricidade e das passagens aéreas.

Na prática, isso quer dizer que a desaceleração dos preços medida pelo IPCA-15 de dezembro não mostra que a inflação está cedendo. Muito pelo contrário. Segundo o IBGE, os preços de cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados subiram.

O importante grupo Alimentação e bebidas "foi responsável não só pela maior variação (1,47%), como também pelo impacto positivo mais acentuado (0,32 ponto percentual)", informou o IBGE. "A maior variação acumulada no ano (8,00%) e a maior contribuição (1,68 ponto percentual) foram do mesmo grupo", informou o Instituto. Ou seja, não há sinais de uma melhora consistente no cenário por enquanto.

Indicadores

  • Brasil
Sem indicadores relevantes
  • Estados Unidos
PMI Industrial ISM (Dez)

Esperado: 48,2

Anterior: 48,4

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