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Petrobras Vai Limitar Parcerias em até 50% nos Projetos de Etanol

Redação28 de novembro de 2024
Petrobras Vai Limitar Parcerias em até 50% nos Projetos de Etanol

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. Reuters

Petrobras já conversa com companhias do setor em busca de parcerias

A Petrobras vai limitar ao máximo de 50% sua participação em futuras parcerias no segmento de etanol, em momento em que a petroleira estatal planeja retomar sua atuação no setor de olho em futuros mandatos maiores de mistura do biocombustível na gasolina.

O diretor executivo de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Mauricio Tolmasquim, reiterou ainda nesta quinta-feira que a estatal entrará inicialmente em projetos de grande porte já em operação no país, conforme havia sido indicado durante a divulgação do plano de investimentos, na semana passada.

A empresa já conversa com companhias do setor em busca de parcerias, mas qualquer anúncio deverá ficar para 2025, segundo ele.

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“Estamos falando em nos associar com grandes produtores de etanol, que tenham um grande parque de usinas. A gente vai passar a ter uma participação nessas plantas e… vai fazer parte da expansão”, disse o executivo.

Ao comentar sobre a possibilidade de ficar com 50% de parcerias em etanol, Tolmasquim afirmou que “a ideia é ter um comando compartilhado”.

“Será uma empresa privada. Queremos participar da gestão, e participação relevante para ter relevância na gestão”, acrescentou.

A companhia anunciou que planeja investir cerca de US$ 2,2 bilhões na indústria de etanol até 2029, marcando sua reentrada no segmento do biocombustível.

A nova estratégia vem em momento em que a empresa considera uma queda na demanda por gasolina no futuro, segundo Tolmasquim.

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“Tem espaço para crescer o etanol no Brasil. Todos os nossos investimentos, não só do etanol, mas do biometano que a gente está entrando, SAF, biodiesel, estão muito ligados à legislação dos mandatos. Os mandatos criam mercado e oportunidade, e isso a gente leva em consideração para tomada de decisão”, disse o diretor a jornalistas, após evento no Rio de Janeiro.

Segundo ele, neste contexto, é “natural” que a demanda por gasolina possa “cair um pouco”.

O governo brasileiro sancionou em outubro a lei do projeto Combustível do Futuro, que visa criar e expandir indústrias verdes no país. Entre os principais pontos, a lei prevê que o novo percentual de mistura de etanol anidro na gasolina poderá variar entre 22% e 35%. Atualmente, a mistura pode chegar a 27,5%, sendo, no mínimo, de 18% de etanol.

A produção de etanol do Brasil na safra 2024/25 deve somar 36,1 bilhões de litros, incluindo o combustível produzido a partir de cana-de-açúcar e milho, estimou nesta quinta-feira a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apontando aumento de 1,3% ante a temporada passada.

Esse crescimento vai se dar pelo salto na fabricação de etanol de milho, já que a safra de cana será menor do que o previsto, por conta do tempo quente e seco anteriormente, afirmou a Conab.

Tolmasquim disse que a Petrobras está conversando com grupos de etanol de cana e de milho. “Estamos olhando nas duas vias. Milho tem grande potencial de crescimento no país e há uma série de sinergias”, completou.

O projeto em etanol e outros biocombustíveis integra as iniciativas de baixo carbono da companhia, que deve ter investimento de US$ 16,3 bilhões até 2029.

No plano todo, incluindo exploração e produção de petróleo, são previstos US$ 111 bilhões em investimentos.

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