Pesquisa revela alta taxa de depressão entre jornalistas brasileiros

Profissionais também sofrem com estresse, insônia e assédio moral; tema foi debatido em reunião do conselho nesta segunda-feira
Mais de 50% dos jornalistas no Brasil apresentam sintomas de depressão, segundo pesquisa apresentada no Conselho de Comunicação Social do Congresso nesta segunda-feira (14), no Senado. O estudo foi elaborado pela Fundacentro, ligada ao Ministério do Trabalho e Previdência, em parceria com a Fenaj.
A pesquisa, que contou com 257 jornalistas, também revelou que 47,8% sofrem de estresse e 47,9% têm insônia. A coordenadora de Comunicação da Fundacentro, Cristiane Oliveira Reimberg, destacou a naturalização do assédio moral nas redações.
Norian Segatto, da Fenaj, afirmou que novas tecnologias aumentaram a pressão sobre jornalistas, enquanto Samira de Castro, presidente da Fenaj, ressaltou que o adoecimento mental é uma questão organizacional.
A presidente do CCS, Patrícia Blanco, repudiou ataques a jornalistas, especialmente mulheres, e lembrou que a Coalizão em Defesa do Jornalismo monitora a violência no período eleitoral.
Os conselheiros aprovaram uma moção de aplauso à ativista Veronyka Gimenes, reconhecida pela revista Time por seu trabalho em inteligência artificial.
Fonte: Câmara - Saúde



