Os 4 Tipos de Pessoas Que Consideram o Divórcio, Segundo a Psicologia

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O divórcio é uma decisão profundamente pessoal, complicada e muitas vezes avassaladora. Para algumas pessoas, ele surge de conflitos intensos; para outras, é o resultado de um afastamento gradual. Um estudo de 2021, publicado no Journal of Marital and Family Therapy, explorou esse processo de decisão e identificou quatro perfis distintos de indivíduos que consideram se divorciar, cada um com maneiras diferentes de lidar com os desafios no matrimônio.
A seguir, confira os tipos de pessoas que pensam no divórcio e de que maneira tentam salvar seus casamentos, de acordo com o estudo:
1. Buscadores Intensos
Os "buscadores intensos", que representam cerca de 6% dos participantes, fazem tudo o que podem para tentar salvar o casamento. Eles buscam terapia, leem livros de autoajuda, investem em melhorar a si mesmos e têm conversas abertas e sérias com o cônjuge sobre os problemas da relação.Leia também
No entanto, mesmo com todos os esforços, esses casais enfrentam grandes dificuldades, como problemas de saúde mental, conflitos constantes, infidelidade, abuso de substâncias ou divergências financeiras e domésticas. Apesar de toda dedicação, muitos acabam se sentindo esgotados e perdendo a esperança ao longo do tempo.

Esse é o grupo com as maiores taxas de divórcio: 15% já estavam divorciados e 20% separados um ano após o início do estudo. Além disso, eles são os mais propensos a falar sobre divórcio com o parceiro, e cerca de 25% relataram pensar frequentemente no assunto. Muitas vezes, o casal não está alinhado – enquanto um quer salvar o casamento, o outro já se decidiu pelo divórcio.
2. Buscadores Moderados
Os "buscadores moderados" representam cerca de 14% dos participantes. Eles começam com algum esforço para melhorar o relacionamento, como buscar conselhos profissionais ou ler sobre o tema, mas, com o tempo, essas tentativas vão diminuindo, especialmente no que diz respeito à terapia de casal.Esse grupo tem o menor nível de escolaridade entre todos, com 42% dos participantes tendo apenas o ensino médio ou menos. A falta de recursos pode limitar os esforços de reparação do relacionamento.
Além disso, esses casais enfrentam problemas graves, como abuso e traição, e também questões emocionais, como perda do interesse romântico ou desconexão. Apesar disso, eles são menos propensos a se divorciar, muitas vezes por influência de fatores culturais ou religiosos, que os mantêm em casamentos insatisfatórios.
Embora nenhum dos casais desse grupo tenha se divorciado durante o período de um ano, 19% estavam separados, e muitos correm o risco de um divórcio no futuro.
3. Buscadores Reservados e Passivos
O maior grupo, os "reservados e passivos", corresponde a 42% dos participantes. Eles tendem a manter os problemas conjugais em segredo, raramente buscam ajuda profissional e preferem lidar com as dificuldades de forma privada.Esses casais fazem alguns esforços, como conversar com o parceiro ou tentar perdoá-lo, mas evitam confrontar os problemas de maneira direta. Como resultado, seus casamentos podem se tornar estagnados.

Esse grupo apresenta menos conflitos graves, mas a falta de conexão e as tentativas limitadas de resolver os problemas fazem com que apenas 35% se sintam satisfeitos por ainda estarem casados. Essa atitude de "evitar o conflito" pode mascarar problemas que, com o tempo, levam ao distanciamento ou até mesmo à separação.
4. Buscadores Reservados e Persistentes
Os "reservados e persistentes" representam 38% dos participantes. Assim como os buscadores reservados e passivos, eles preferem manter as dificuldades conjugais em privado, mas, nesse caso, são muito mais consistentes nos esforços para salvar o casamento.Eles tomam medidas como ter conversas sérias, tentar resolver os problemas e perdoar o parceiro. Também buscam conselhos em livros ou na internet, mas são menos propensos a procurar ajuda profissional – apenas cerca de 30% recorrem à terapia de casal.
Esse grupo demonstrou grande comprometimento em manter o casamento, sendo o menos propenso a querer o divórcio. No entanto, mesmo com esforços constantes, muitos enfrentam dificuldades moderadas, como problemas de comunicação, afastamento emocional ou desacordos sobre papéis no casamento. Essas questões acabam minando suas tentativas, e eles apresentam a segunda maior taxa de divórcios entre os grupos.
Conclusão
Para quem está considerando o divórcio, buscar ajuda profissional, manter esforços consistentes e ter uma comunicação honesta com o parceiro pode mudar os rumos da relação. No entanto, é igualmente importante reconhecer quando é hora de seguir em frente.Compreender esses quatro perfis pode ajudar as pessoas a lidar com a situação com mais clareza e autoconhecimento, permitindo escolher entre reparar o relacionamento ou iniciar um novo capítulo. Seja qual for a decisão, ela não precisa ser enfrentada sozinha.
*Mark Travers é colaborador da Forbes USA. Ele é um psicólogo americano formado pela Cornell University e pela University of Colorado em Boulder.
Escolhas do editor
Fonte: Forbes Brasil




