segunda-feira, 07 de setembro de 202618:07:09
Sol
TV Alagoas
InternacionalNepal busca 100 trabalhadores presos após enchentes devastadorasCulturaExposição 'Amazônicas' no CCBB RJ destaca arte de mulheres da AmazôniaGeralAmbulantes buscam sustento durante o Desfile de 7 de Setembro em BrasíliaGeralDesfile cívico-militar do Dia da Independência ocorre em BrasíliaCulturaRádio Nacional comemora 90 anos com programação especial de memóriasGeralPrescrição de produtos veterinários sujeitos a controle especial é tema de palestra para médicos-veterinários e estudantes da área em ArapiracaPolíticaPresidente do TRE/AL visita Zonas Eleitorais no sertão e em ArapiracaPolíticaJustiça Federal suspende mina de lítio em Minas GeraisPolíticaFachin aguarda explicações de ministros sobre crise no STFGeralPúblico acorda cedo para assistir ao desfile de 7 de Setembro em BrasíliaPolíticaHenrique Chicão é investigado pelo Ministério Público Eleitoral por suposta ocultação de patrimônioGeralBLOG GG SAMPAIO | ALAGOAS PRECISA PENSAR ALÉM DO AGORA

O papel da quimioterapia e da imunoterapia no tratamento do câncer de bexiga

Redação26 de fevereiro de 2025
O papel da quimioterapia e da imunoterapia no tratamento do câncer de bexiga

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O Simpósio de Câncer Geniturinário, realizado neste mês de fevereiro pela Sociedade Americana de Oncologia Clínica, apresentou diversas pesquisas relevantes, com potencial para mudar a prática clínica na abordagem de tumores bastante incidentes na população brasileira.

Cito como exemplo o câncer de bexiga, é um dos tipos mais comuns no Brasil, com estimativas de 11.950 casos novos para 2025, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Publicidade
Cesmac

Para esta doença, quando o tumor atinge áreas mais profundas do órgão, abrangendo a camada muscular, o tratamento geralmente envolve cirurgia ou rádio e quimioterapia. Além disso, a quimioterapia pré-operatória é fundamental, pois ajuda a reduzir as chances de metástases.

Neste contexto, dois estudos importantes avaliando o papel da imunoterapia trouxeram resultados relevantes. O primeiro trabalho, que envolveu mais de mil pacientes, investigou a combinação de quimioterapia e imunoterapia antes e depois da cirurgia. Os resultados confirmaram dados anteriores que indicam que, ao combinar as três estratégias de tratamento, o risco de retorno da doença é reduzido em 32%, em comparação com a quimioterapia isolada.

Outro estudo, com um desenho diferente, analisou o uso da imunoterapia após a quimioterapia pré-cirúrgica, em pacientes que não eram candidatos à terapia padrão. Os resultados mostraram que a imunoterapia também no pós-operatório contribui para reduzir o risco de recidiva em 37%.

Os resultados destes estudos são bastante relevantes para o avanço no tratamento do câncer de bexiga, especialmente quando a doença atinge estágios mais avançados. Eles demonstram a importância de terapias combinadas, que, ao lado dos tratamentos tradicionais, podem melhorar significativamente o prognóstico e a história natural da doença, representando esperança para muitos pacientes.

Fernando Maluf é cofundador do Instituto Vencer o Câncer e professor livre-docente da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

Tags:
Fernando malufColunasForbes saúdeSaúdeColunaCâncer

Continue Lendo