Nerdstore, a nova aposta geek do Grupo Magazine Luiza

A plataforma de conteúdo Jovem Nerd e a empresa de comércio eletrônico esportivo Netshoes, ambas do grupo Magazine Luiza, compraram a loja virtual Nerdstore.
A plataforma de conteúdo Jovem Nerd e a empresa de comércio eletrônico esportivo Netshoes, ambas do grupo Magazine Luiza, compraram a loja virtual Nerdstore. O plano é transformá-la no maior marketplace do segmento no país. As empresas não divulgaram o valor do negócio.
A Nerdstore foi fundada pela própria Jovem Nerd em 2008 e vendida em 2018 ao empresário Fernando Aléscio. Agora, volta a ser comandada pelos fundadores como mais uma fonte de receitas para a empresa e um novo espaço de criação de produtos. Como consequência, passa a fazer parte do Grupo Magalu.
Já para a plataforma de venda de artigos esportivos, o negócio representa a chance de aproveitar seu conhecimento sobre e-commerce e marketplace para atingir um novo público.
"É uma missão especial e estamos muito empolgados em colocar o Jovem Nerd em evidência e consolidar a Netshoes também no mercado de vestuários e artigos nerd e geek", afirma a CEO da Netshoes, Graciela Kumruian.
A nova Nerdstore
Com a aquisição, a Netshoes fica responsável por toda a operação do e-commerce, incluindo a plataforma de vendas, a logística e o atendimento. Já a Jovem Nerd assume a curadoria do marketplace e a criação de produtos inéditos.
Hoje, a maior fonte de receitas da Jovem Nerd é a venda de publicidade. A expectativa é que os novos produtos originais, que incluirão jogos de tabuleiro e videogames, passem a ter destaque na arrecadação. "A gente tem um monte de projetos novos, e é uma droga não poder contar porque são sigilosos", afirma Deive Pazos, CEO e fundador da Jovem Nerd.
O peso e investimento do Magazine Luiza facilitam o licenciamento de produtos de marcas internacionais consolidadas. Para o lançamento do marketplace em 17 de julho, por exemplo, foram disponibilizadas cinco camisetas exclusivas do personagem Wolverine, da Marvel Entertainment.
"É um mercado ainda em expansão", diz Kimruian. "Com essa parceria, adicionamos esse universo à nossa plataforma e usamos todo o nosso know-how para elevar a Nerdstore a um novo patamar de marketplace geek."
Venda e recompra
Quando a Nerdstore foi vendida, em 2018, a Jovem Nerd vivia uma fase muito diferente. Contava com cerca de 15 funcionários. "Era uma empresa quase familiar, em que a gente estava envolvido em 100% da operação", afirma o CEO em referência ao seu amigo e co-fundador da empresa, Alexandre Ottoni.A Jovem Nerd havia surgido em 2002 como um site de conteúdo. Em 2006, lançaram o primeiro podcast. Em 2008, decidiram criar a loja virtual para atender pedidos do público por camisetas, pelúcia do mascote e outros itens colecionáveis. A Nerdstore cresceu e, em 2018, faturava sozinha valor equivalente ao de sua criadora.
Foi quando os fundadores decidiram morar em outro país. Como estavam envolvidos em todos os processos do e-commerce — acompanhavam desde a criação e seleção de produtos até a pós-venda — chegaram à conclusão de que era inviável tocar o varejo à distância. Venderam a loja e, em 2019, mudaram-se para os Estados Unidos.

Um novo cenário para a Jovem Nerd começou a se formar em 2021, quando ela integrou uma leva de mais de 20 empresas compradas pelo Magazine Luiza no intervalo de um ano. Os valores da operação não foram divulgados. Pazos e Ottoni permaneceram no comando da empresa que fundaram.
Na mesma época, a Netshoes foi adquirida pelo Magalu por aproximadamente 62 milhões de dólares. Outras aquisições do grupo incluíram as empresas de software Stoq e Betta, a plataforma de logística GFL, a fintech de pagamentos Hub, outras criadoras de conteúdo como Canatech e StealThe Look, entre outras.
A Jovem Nerd ganhou então fôlego financeiro e uma estrutura administrativa mais complexa. "Surgiu essa possibilidade de fazer novos negócios: internacionalizar, criar novos tipos de conteúdo, abrir novas frentes de projetos", explica Pazos.
Hoje, a empresa de conteúdo conta com cerca de 40 funcionários, responsáveis por produções diárias em diversos formatos. Administra diversos podcasts e um canal de YouTube com 2,5 milhões de inscritos. Tem ainda planos em fase inicial de criar uma programação em inglês.
Fonte: ISTO É DINHEIRO




