MP investiga ex-prefeito de Estrela de Alagoas

Auditoria da Receita Federal teria constatado uma suposta omissão “grave e sistemática” na declaração e no recolhimento das contribuições
A defesa do ex-prefeito de Estrela de Alagoas, Aldo Lira de Jesus (PP), já está reunindo provas que visam responder ao Ministério Público de Alagoas (MPAL), que instaurou inquérito civil contra o político.
Eleito em 2016 vice-prefeito de Estrela, Aldo Lira, em agosto de 2020, assumiu a gestão municipal no lugar do sobrinho, o na época prefeito Arlindo Garrote, que renunciou ao cargo para assumir a coordenação estadual do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS).
Conforme publicação no Diário Oficial do MPAL, Aldo Lira, que integra o grupo político liderado pela irmã, a deputada Ângela Garrote, é suspeito de improbidade administrativa envolvendo contribuições previdenciárias e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) referentes a 2022.
Segundo a portaria, uma auditoria da Receita Federal (RF) teria constatado uma suposta omissão “grave e sistemática” na declaração e no recolhimento das contribuições. Durante sua gestão, o ex-prefeito, segundo a denúncia, teria provocado R$ 2.219.225,87 em multas e juros aos cofres do município. O inquérito busca esclarecer se houve dolo, qual foi a destinação do dinheiro público que não teria sido repassado e se o prejuízo efetivamente se concretizou.
Paralelamente, o Ministério Público requisitou informações à atual administração municipal de Estrela de Alagoas, à Receita Federal e ao Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE/AL), com o objeto de esclarecer a responsabilidade pelos supostos débitos.




