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Marcos Beltrão defende criação de centros de atendimento a pessoas neurodivergentes em municípios do interior

Redação29 de setembro de 2026
Marcos Beltrão defende criação de centros de atendimento a pessoas neurodivergentes em municípios do interior
© Foto: assessoria

Proposta prevê união entre municípios, Estado e União para ampliar acesso a profissionais e serviços especializados

A dificuldade enfrentada por famílias de crianças autistas e outras pessoas neurodivergentes para encontrar atendimento especializado está no centro de uma proposta defendida pelo candidato a deputado estadual Marcos Beltrão. A ideia é interiorizar os serviços e criar estruturas de atendimento mais próximas das famílias, com participação conjunta dos municípios, do Governo do Estado e da União.

Para Marcos, não é suficiente concentrar os serviços especializados em grandes cidades ou deixar toda a responsabilidade sobre os municípios.

A proposta é que o Estado lidere uma política de ampliação da rede, utilizando estruturas já existentes, e criando centros de atendimento especializados nos próprios municípios. “A gente precisa interiorizar”, defende Marcos.

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Segundo ele, cidades como Penedo, Piaçabuçu, Igreja Nova, Jequiá da Praia, Coruripe e São Sebastião, entre outras que não disponibilizam o serviço, precisam ter acesso a uma estrutura capaz de atender as famílias sem que elas tenham que percorrer grandes distâncias em busca de profissionais especializados.

Entre os profissionais cuja oferta é considerada insuficiente estão fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicólogos.

Marcos afirma que a dificuldade de contratação não é nova e lembra que, durante sua atuação como secretário de Saúde em Penedo, também enfrentou problemas para encontrar profissionais especializados, especialmente terapeutas ocupacionais.

A proposta defendida por Marcos é de uma atuação integrada entre os três níveis de governo. A União, que concentra a maior parcela dos recursos públicos, teria participação no financiamento; o Estado atuaria na coordenação e estruturação da política; e os municípios seriam responsáveis pela execução dos serviços mais próximos da população.

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“A gente precisa fazer com que o Estado, a União e o município se abracem e coloquem, em cada cidade, um centro de atendimento”, resume.

Além das terapias e do acompanhamento profissional, Marcos defende que a política pública tenha um olhar voltado para as famílias. Para ele, pais e responsáveis precisam receber orientação para compreender as necessidades das crianças e dar continuidade, dentro de casa, ao trabalho realizado pelos profissionais.

A proposta também parte da experiência vivenciada em Coruripe, onde a rede municipal desenvolveu ações de inclusão nas escolas e mantém o acompanhamento de cerca de 800 crianças com diferentes diagnósticos e necessidades cognitivas.

Para Marcos, ampliar essa experiência significa construir uma política pública permanente e descentralizada, capaz de garantir acesso ao atendimento especializado e promover a inclusão social. A intenção é fazer com que o cuidado não fique restrito aos centros especializados, mas esteja presente na escola, na família e na comunidade.

“Os entes federativos precisam entender que essa política pública precisa ser inclusiva”, afirma.

Fonte: Redação com assessoria

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