Mantiqueira Amplia Atuação da N.OVO com Bebidas Proteicas À Base de Clara de Ovo

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
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A Mantiqueira Brasil ampliou a atuação da N.OVO, marca criada por Amanda Pinto, filha de Leandro Pinto, fundador da companhia, com o lançamento de uma linha de bebidas proteicas produzidas a partir de clara de ovo hidrolisada. Inicialmente desenvolvida como uma foodtech voltada a produtos plant based, a N.OVO passa agora a ocupar espaço no mercado de bebidas funcionais prontas para consumo.
A iniciativa chega em um momento de expansão da Mantiqueira. Em 2025, a JBS passou a integrar a estrutura de controle da empresa ao adquirir 48,5% do capital social total e 50% das ações com direito a voto, em uma operação que avaliou a companhia em R$ 1,9 bilhão. O acordo marcou a entrada da empresa de alimentos no segmento de ovos e abriu uma nova etapa de crescimento para a produtora. A Mantiqueira produz cerca de 4 bilhões de ovos por ano em 18 unidades.

Segundo a empresa, uma tecnologia desenvolvida com especialistas internacionais permitiu impedir a coagulação da proteína durante o processo de esterilização UHT, utilizado para ampliar a conservação dos produtos. O método preserva a fluidez da bebida e mantém características biológicas da proteína.
A nova linha entra em uma categoria dominada por bebidas lácteas e suplementos à base de whey, além de produtos de origem vegetal. De acordo com a Mantiqueira, a formulação possui zero gordura e não utiliza ingredientes lácteos. A empresa informa ainda que a bebida apresenta menor teor de carboidratos e calorias em comparação com shakes convencionais e recebeu nota máxima no sistema internacional Health Star Rating. “O grande desafio tecnológico foi quebrar o paradigma da clara”, afirma Márcio Utsch, CEO global da Mantiqueira. “Conseguimos criar uma proteína com alta absorção e uma experiência sensorial sem interferência no sabor.”
Além do lançamento de uma nova categoria de produtos, a estratégia cria uma alternativa para aproveitamento de matérias-primas da cadeia produtiva. A indústria alimentícia utiliza grandes volumes de gemas em segmentos como massas e panificação, o que frequentemente gera excedentes de claras. A utilização desse volume em produtos de maior valor agregado cria uma nova frente de receita e amplia o aproveitamento da produção.
Fonte: Forbes Brasil




