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Ibovespa Tem Queda Discreta em Dia de Vencimentos e Balanços; Embraer Atenua Perda

Redação12 de agosto de 2026
Ibovespa Tem Queda Discreta em Dia de Vencimentos e Balanços; Embraer Atenua Perda
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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O Ibovespa fechou com uma queda modesta nesta quarta-feira (12), com Embraer atenuando a perda, enquanto o ânimo no pregão paulista segue fragilizado por preocupações com o quadro macroeconômico no Brasil, além de incertezas eleitorais e geopolíticas.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,23%, a 167.491,07 pontos, marcando o sétimo fechamento seguido com sinal negativo.

O Ibovespa chegou a retomar o patamar dos 168 mil pontos no melhor momento, alcançando 168.309,55 pontos, mas o movimento não se sustentou. Na mínima, marcou 167.141,82 pontos.

O volume financeiro somou R$52,8 bilhões antes dos ajustes finais, em dia ainda marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e do contrato futuro do índice, além da repercussão de resultados corporativos.

Na terça-feira, o Ibovespa caiu 2,5%, a 167.874,64 pontos, menor fechamento desde 20 de janeiro. Nessas sete sessões negativas, acumulou perda de 5,9%, ficando ainda mais distante dos recordes de abril, quando superou 199 mil pontos no intradia.

A piora tem sido determinada principalmente pela saída de estrangeiros da bolsa, com o saldo no ano positivo em pouco mais de R$29 bilhões até o último dia 10. Em meados de abril, porém, eram quase R$68 bilhões.

Apenas em agosto, de acordo com os dados da B3, houve saída líquida de R$7,2 bilhões.

No pano de fundo da correção, estão preocupações sobre o ritmo da atividade econômica do país em meio a perspectivas de manutenção das taxas de juros em níveis elevados, tendo uma eleição no horizonte e um ambiente externo menos favorável. 

Nesta quarta-feira, dados nos Estados Unidos mostraram uma inflação em linha com as expectativas em julho, mas acelerando em relação ao mês anterior. 

Os preços do petróleo fecharam quase estáveis nesta sessão, mas as dúvidas envolvendo a normalização do crucial Estreito de Ormuz diante do impasse nas negociações entre EUA e Irã continuam pesando no apetite a risco de investidores. 

Destaques

• EMBRAER ON subiu 4%, conforme segue a visão construtiva para a fabricante de aviões, que divulgou no começo da semana um lucro acima das expectativas e revisou para cima previsões de margem operacional e fluxo de caixa para 2026. Em agosto, os papéis já acumulam valorização de 10,69%.

• VALE ON avançou 0,74%, acompanhando o movimento externo do setor, em sessão de variação modesta dos futuros do minério de ferro na China.

• PETROBRAS PN recuou 0,5%, registrando a terceira queda em quatro pregões, desde a divulgação do balanço e a sinalização da administração da estatal de que é muito pouco provável que pague dividendo extraordinário neste ano. No exterior, o  barril sob o contrato Brent terminou com variação positiva de 0,08%.

• ITAÚ UNIBANCO PN caiu 1,46%, com a maior parte dos bancos do Ibovespa fechando no vermelho. BANCO DO BRASIL ON, que reporta seu desempenho do segundo trimestre após o fechamento, recuou 1,45%.

• DIRECIONAL ON perdeu 4,72%, após o balanço divulgado na véspera, que mostrou lucro líquido de R$202 milhões no segundo trimestre. O presidente-executivo afirmou a analistas que vê normalização da demanda após a queda provocada pela Copa. No setor, CURY ON cedeu 2%, tendo também como pano de fundo o lucro líquido de R$311 milhões no segundo trimestre, crescimento de 16,5% sobre o resultado do mesmo período do ano passado.

• TAESA UNIT caiu 1,57%, reduzindo as perdas desde a abertura, com investidores analisando o resultado do segundo trimestre, quando a transmissora de energia registrou lucro líquido regulatório de R$206,8 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 28,5% na comparação anual. O conselho de administração também aprovou a distribuição de R$123,8 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) e R$82,9 milhões em dividendos intercalares.

• B3 ON encerrou em baixa de 0,35%, tendo trocado de sinal algumas vezes no dia, após o balanço na véspera mostrar lucro líquido recorrente de R$1,4 bilhão no segundo trimestre, praticamente em linha com as expectativas. A receita líquida somou R$2,8 bilhões, alta de 8,8%, enquanto as despesas somaram R$975,6 milhões, aumento de 15,5% na base anual. O CFO afirmou em teleconferência sobre o resultado que vê tendência positiva nos volumes por causa da eleição.

Dólar

O dólar encerrou em leve alta ante o real, após forte avanço na véspera, com investidores reagindo a dados de inflação dos EUA que vieram em linha com o esperado por economistas, em meio à cautela com o cenário doméstico e internacional.

O dólar à vista fechou a sessão em alta de 0,27%, aos R$5,1776 na venda. Às 17h08, o contrato de dólar futuro para setembro — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,40% na B3, a R$5,203 na venda.

O destaque da agenda econômica do dia foi a divulgação do índice de preços ao consumidor dos EUA para julho, que apontou alta de 0,1% frente ao mês anterior, com avanço de 3,4% na base anual, o que reduziu apostas em uma alta dos juros pelo Federal Reserve no próximo mês.

Já o núcleo do índice — que exclui preços voláteis de energia e alimentos — subiu 0,2% sobre o mês anterior e teve alta de 2,5% na base anual.

Logo após a divulgação dos dados, o dólar caiu frente ao real diante da perspectiva de o diferencial vantajoso de juros do Brasil com os EUA não sofrer alteração no curto prazo — a moeda norte-americana marcou a menor cotação do dia, de R$5,1382, às 9h40. Esse movimento, no entanto, se dissipou ao longo da tarde em negociações voláteis.

Lucas Girardi, analista de investimentos da Nomad, destacou em nota que a cautela com os ambientes doméstico e internacional voltou a limitar a valorização do real.

Na terça-feira, a moeda norte-americana saltou 1,04% frente ao real, em sessão negativa para os ativos brasileiros que trouxe nova pesquisa eleitoral mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança das intenções de voto e um rebaixamento da recomendação das ações brasileiras pelo banco JPMorgan — notícias que ainda eram digeridas nesta quarta-feira pelo mercado.

Pela manhã, dados do IBGE mostraram que o setor de serviços do Brasil ficou estável em junho na comparação com o mês anterior, contrariando expectativa de analistas de leve queda, mas ainda assim corroborando cenário de enfraquecimento da atividade econômica doméstica.

No fim da manhã, sem efeito nas cotações, o Banco Central vendeu todos os 50.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados para rolagem de vencimento.

No cenário global, investidores estarão atentos na quinta-feira ao índice de preços ao produtor nos EUA em busca de mais indícios sobre a trajetória dos juros do Fed.

Às 17h13, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,20%, a 100,000.

Petróleo

Os preços do petróleo subiram à medida que os ataques a navios no Oriente Médio continuavam e as negociações para pôr fim ao conflito envolvendo o Irã chegavam a um impasse.

No entanto, os ganhos foram limitados depois que analistas reduziram as projeções de demanda global de petróleo para 2026.

Os contratos futuros do Brent fecharam com alta de 7 centavos, a US$88,98 o barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos subiu 7 centavos, para US$83,27.

Os preços subiram depois que uma fonte iraniana de alto escalão disse à Reuters que não havia discussões entre o Irã e os EUA para prorrogar o cessar-fogo porque, da perspectiva de Teerã, o acordo não tinha data de início e, portanto, não havia nada a ser prorrogado.

"A continuidade da alta nos preços do petróleo ocorre em um momento em que os mercados estão cada vez mais céticos quanto à possibilidade de se chegar em breve a um acordo para amenizar as interrupções no fluxo de petróleo da região ou impedir uma nova escalada do conflito", disse Simon-Peter Massabni, chefe de desenvolvimento de negócios da corretora XS.com.

Os EUA e os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, relataram ataques separados a navios no Estreito de Ormuz e no Estreito de Bab el-Mandeb na terça-feira, duas rotas cruciais de exportação para o petróleo e o gás do Oriente Médio, além do Canal de Suez.

Dados de navegação mostraram que o número de navios que transitaram pelo Estreito de Ormuz caiu para oito na terça-feira, a menor marca em uma semana. Antes da guerra, de 125 a 140 navios passavam por essa via navegável crucial todos os dias.

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