segunda-feira, 07 de setembro de 202617:07:12
Sol
TV Alagoas
InternacionalNepal busca 100 trabalhadores presos após enchentes devastadorasCulturaExposição 'Amazônicas' no CCBB RJ destaca arte de mulheres da AmazôniaGeralAmbulantes buscam sustento durante o Desfile de 7 de Setembro em BrasíliaGeralDesfile cívico-militar do Dia da Independência ocorre em BrasíliaCulturaRádio Nacional comemora 90 anos com programação especial de memóriasGeralPrescrição de produtos veterinários sujeitos a controle especial é tema de palestra para médicos-veterinários e estudantes da área em ArapiracaPolíticaPresidente do TRE/AL visita Zonas Eleitorais no sertão e em ArapiracaPolíticaJustiça Federal suspende mina de lítio em Minas GeraisPolíticaFachin aguarda explicações de ministros sobre crise no STFGeralPúblico acorda cedo para assistir ao desfile de 7 de Setembro em BrasíliaPolíticaHenrique Chicão é investigado pelo Ministério Público Eleitoral por suposta ocultação de patrimônioGeralBLOG GG SAMPAIO | ALAGOAS PRECISA PENSAR ALÉM DO AGORA

Fim da escala 6x1 pode elevar preços e pressionar inflação, dizem especialistas

Redação27 de fevereiro de 2026
Fim da escala 6x1 pode elevar preços e pressionar inflação, dizem especialistas
© Reprodução

Estudo aponta aumento de custos e possível repasse ao consumidor, com impacto maior em setores como comércio e serviços

O possível fim da escala 6x1 pode pressionar a inflação no Brasil ao elevar os custos das empresas, especialmente em setores intensivos em mão de obra, como comércio e serviços. Levantamento do setor aponta que a mudança na jornada pode gerar bilhões em despesas adicionais e levar ao repasse de preços ao consumidor.

Segundo estudo da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), a adequação a uma jornada menor pode elevar em até 21% a folha salarial do comércio, com impacto estimado de R$ 122,4 bilhões ao ano.

No setor de serviços, o custo adicional pode chegar a R$ 235 bilhões, e o repasse ao consumidor pode alcançar até 13%, diante da dificuldade das empresas em absorver o aumento de despesas.

Para o economista-chefe da CNC, Fábio Bentes, o comércio não teria margem para absorver sozinho o aumento de custos. “O comércio não tem como absorver um aumento dessa magnitude sem repassar preços, reduzir margens, cortar postos de trabalho ou restringir dias de funcionamento”, analisa.

Na avaliação de Hugo Garbe, doutor em economia e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, a redução da jornada sem corte proporcional de salários tende, de fato, a elevar o custo do trabalho por unidade produzida — um dos principais vetores de pressão inflacionária. Ainda assim, ele ressalta que o repasse não é automático nem uniforme.

“Se um trabalhador passa a trabalhar menos dias, mas mantém o mesmo salário, o custo do trabalho aumenta. Para compensar, empresas podem contratar mais, pagar horas extras ou aceitar uma redução na produção — o que eleva custos e pode pressionar preços”, explica.

Ele afirma que, quando isso ocorre em larga escala, especialmente no setor de serviços, que é intensivo em mão de obra, cria-se uma pressão inflacionária conhecida como inflação de custos. Segundo Garbe, esse efeito é mais intenso em setores como varejo, restaurantes, hotelaria e logística, que dependem de operação contínua e têm baixa capacidade de automação.

Apesar disso, o economista ressalta que o repasse ao consumidor depende do nível de concorrência e da demanda. Em mercados mais competitivos, empresas tendem a segurar preços e absorver parte dos custos, ainda que com redução de margens. Já em setores com menor concorrência ou demanda mais estável, a tendência de aumento de preços é maior.

Efeito gradual

O economista destaca que ganhos de produtividade poderiam amenizar esse impacto, mas pondera que isso não é garantido. “Se a produtividade não acompanhar a redução da jornada, a tendência é de pressão inflacionária, especialmente no setor de serviços”, afirma.

Para ele, o efeito sobre a inflação deve ocorrer de forma gradual, à medida que empresas ajustam suas operações e o mercado de trabalho se adapta. Ainda assim, a combinação de aumento de custos e dificuldades de ajuste em setores intensivos em mão de obra indica um cenário de pressão sobre preços no curto e médio prazo.

Fonte: R7

Continue Lendo