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Fifa Estuda Criar e Vender Fatia de Subsidiária Avaliada em US$ 20 Bilhões

Redação28 de julho de 2026
Fifa Estuda Criar e Vender Fatia de Subsidiária Avaliada em US$ 20 Bilhões
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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

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A Fifa prepara uma mudança estrutural para tentar ampliar a capacidade comercial do futebol mundial e, ao mesmo tempo, aumentar o dinheiro destinado às federações nacionais. A entidade estuda criar uma subsidiária comercial própria, avaliada inicialmente em US$ 20 bilhões, e vender uma participação minoritária a investidores de longo prazo.

A nova empresa, chamada FIFA Forward Enterprise, ou FFE, reuniria as operações comerciais e de eventos da entidade, incluindo direitos de transmissão, patrocínios, bilheteria, licenciamento e entrega operacional de torneios. A Fifa, no entanto, afirma que manteria o controle da subsidiária e continuaria com autoridade exclusiva sobre governança do futebol, competições, calendário internacional e decisões regulatórias e esportivas.

O plano, apresentado nesta terça-feira (28) pela entidade em um comunicado, ainda depende de aprovação. A criação da estrutura precisa do apoio da maioria das 211 federações filiadas à Fifa e das autorizações necessárias do Conselho da entidade. Se avançar, a FFE poderia levantar até US$ 4,2 bilhões ainda este ano, com base na avaliação inicial de US$ 20 bilhões, por meio da venda de participações minoritárias e sem controle.

Segundo a Reuters, a Fifa trabalha com banqueiros do J.P. Morgan para atrair investidores externos, que poderiam adquirir até 20% da nova entidade.

Uma subsidiária para transformar popularidade em receita

O movimento nasce de uma leitura simples: o futebol é o esporte mais popular do mundo, mas a Fifa acredita que ainda há espaço para capturar melhor o valor comercial de suas competições. A proposta foi apresentada depois de um discurso do presidente da entidade, Gianni Infantino, ao Conselho da Fifa e às federações filiadas na véspera da final da Copa do Mundo de 2026, em Nova York.

Infantino afirmou que a entidade quer “destravar o potencial comercial e a oportunidade que a Fifa tem”. A mesma ideia já havia sido defendida por ele no Congresso da Fifa, em Vancouver, no Canadá, em abril de 2026.

Para o dirigente, a popularidade do futebol precisa gerar efeitos mais distribuídos. “O futebol é o esporte mais popular do mundo e um extraordinário motor de desenvolvimento humano e social”, disse Infantino. Segundo ele, parte do jogo conseguiu transformar essa força em valor comercial relevante, mas o desafio agora é fazer com que o restante do futebol cresça junto.

A FFE seria a estrutura criada para essa nova fase. Em vez de tratar as áreas comerciais e operacionais de maneira dispersa, a Fifa reuniria esses ativos em uma companhia dedicada. A tese é que um negócio mais focado conseguiria ampliar receitas e atrair capital sem alterar o comando esportivo da entidade.

Fifa diz que manterá controle

Apesar da entrada de investidores externos, a Fifa sustenta que nada mudaria em sua estrutura central de poder. Os investidores teriam apenas participação minoritária, sem controle e sem papel operacional. A entidade também afirma que eles investiriam em uma subsidiária, não na própria Fifa.

A Fifa teria maioria no conselho da FFE e manteria o comando exclusivo das decisões esportivas. Isso inclui competições, calendário de jogos internacionais, regras e governança do futebol.

A entidade diz que escolheria investidores com base em critérios de longo prazo, governança e estratégia. A ideia é formar um grupo geograficamente diversificado, com representantes de diferentes regiões do mundo e capacidade de contribuir com capital e experiência comercial.

Thrive Eternal e Greg Maffei no radar

A Thrive Eternal, companhia de capital permanente, deve liderar o grupo de investidores proposto para a FFE, caso as aprovações avancem. Segundo a Reuters, a Thrive Eternal comprou neste ano uma participação minoritária no San Francisco Giants, da Major League Baseball, a liga de beisebol dos Estados Unidos. O veículo foi fundado por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Bob Iger, ex-presidente-executivo da Walt Disney, atua como consultor.

Outro nome envolvido no projeto é Greg Maffei. Ex-presidente e CEO da Liberty Media no período de aquisição e controle da Fórmula 1, ele tem atuado como consultor comercial na criação da nova empresa da Fifa e deve continuar envolvido na próxima fase da FFE.

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