Estudo da Fundação do Câncer alerta sobre melanoma extracutâneo

Nem todo melanoma está relacionado ao câncer de pele, esclarece a Fundação do Câncer. Com origem nas células produtoras de melanina (melanócitos), o melanoma também pode se manifestar nas estruturas extracutâneas (extrapele), como no olho; em mucosas, como as da cavidade oral; e órgãos internos dos ...
A Fundação do Câncer alerta que o melanoma não se limita à pele, podendo ocorrer em olhos, mucosas e órgãos internos. Essa neoplasia é menos comum, mas mais agressiva, com maior risco de metástase.
O boletim Análises e Tendências em Câncer, lançado neste mês, aborda o melanoma cutâneo e extracutâneo, enfatizando a importância do conhecimento para o enfrentamento da doença.
O boletim destaca que “para enfrentar o câncer, não basta tratar. É preciso conhecer.”
Os dados são coletados pela plataforma info.oncollect, que organiza registros hospitalares de oncologia. O estudo sugere que o enfrentamento do melanoma requer prevenção, diagnóstico precoce e articulação entre diversas especialidades médicas.

O tratamento padrão pelo SUS envolve cirurgia e remoção de linfonodos, com 84,7% dos casos tratados cirurgicamente entre 2014 e 2023. A Região Sudeste lidera em cirurgias, enquanto o Norte apresenta o menor percentual.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) informa que a quimioterapia é comum, e medicamentos como nivolumabe e pembrolizumabe foram aprovados para tratamento. Apesar dos avanços, o alto custo dos medicamentos ainda é um obstáculo para acesso no SUS.
O estudo epidemiológico revela que, entre 1990 e 2021, 92,2% dos casos eram melanomas cutâneos. O melanoma ocular, que pode ser assintomático, representa 5,7% dos casos. A exposição à radiação UV é o principal fator de risco.
Em 2023, o Inca registrou 2.047 mortes por melanoma de pele, com maior incidência entre homens. A Fundação do Câncer observa que regiões com menor incidência apresentam maior letalidade, sugerindo diagnósticos tardios.
O Inca projeta 9.360 novos casos de melanoma de pele para 2026, com maior risco entre homens. Esses dados são fundamentais para o planejamento de políticas públicas no setor de saúde.
Fonte: Agência Brasil - Últimas




