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COP17 da Biodiversidade inicia segunda-feira em Yerevan, Armênia

Redação18 de outubro de 2026
COP17 da Biodiversidade inicia segunda-feira em Yerevan, Armênia

Representantes de mais de 200 países se reunirão a partir desta segunda-feira (16), na Armênia, na 17ª Conferência das Partes das Nações Unidas (COP17) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).

O encontro sobre proteção e restauração da natureza ocorre em Yerevan, Armênia, de 23 a 30 de outubro.

Neste ano, será realizada a primeira revisão do Marco Global de Kunming-Montreal (GBF), assinado por 196 países, que reúne 23 metas a serem alcançadas até 2030.

A conferência, realizada a cada dois anos, visa debater estratégias e firmar acordos para enfrentar a crise da perda de biodiversidade.

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Na sexta-feira (16), o secretário-geral da ONU, António Guterres, discursou sobre o relatório que avalia o progresso na implementação do GBF, que servirá de base para a revisão na COP17.

Guterres alertou que os compromissos para conter a perda de biodiversidade estão longe de ser cumpridos, destacando que, no ritmo atual, apenas 26% dos ecossistemas terrestres e 12% dos marinhos estarão protegidos até 2030.

Uma análise do Global Cooperation Institute (GCI), a pedido do WWF, mostrou que a implementação das metas está atrasada e que a ambição é insuficiente em muitos países.

Os ambientalistas afirmam que os modelos econômicos atuais contribuem para a perda de biodiversidade e mudanças climáticas, além de riscos à saúde e insegurança alimentar.

O GCI estima que os custos não contabilizados desses impactos variam de US$ 10 trilhões a US$ 25 trilhões por ano.

A diretora-geral do WWF Internacional, Kirsten Schuijt, ressaltou que a COP17 deve levar os países a agir e implementar seus compromissos em favor da natureza.

Representantes da delegação brasileira na COP17 afirmam que o Brasil tem um papel estratégico na implementação do Marco Global da Biodiversidade, destacando a importância da conectividade de áreas de conservação.

O WWF-Brasil buscará o reconhecimento da conectividade ecológica como fundamental para a conservação e sobrevivência das espécies.

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