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Estado reconheceu culpa na morte de Marighella há 30 anos

Redação12 de setembro de 2026
Estado reconheceu culpa na morte de Marighella há 30 anos

Quando tinha 20 anos de idade, o estudante Carlos Augusto foi chamado por jornalistas da Tribuna da Bahia para reconhecer uma imagem. Viu chegar pelo telex foto do corpo do pai, também chamado Carlos, crivado de balas. Foi assim que descobriu o assassinato ocorrido em 4 de novembro de 1969. Logo dep...

Em 11 de setembro de 1996, há 30 anos, o Estado brasileiro reconheceu oficialmente a responsabilidade pela morte do ex-deputado federal e guerrilheiro Carlos Marighella, ocorrida em 4 de novembro de 1969. O reconhecimento foi feito por meio de um atestado de óbito emitido nos termos da Lei 9.140, sancionada em 1995.

A legislação criou a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, que foi um passo importante para a reparação da imagem de Marighella, segundo seu filho, Carlos Augusto. Marighella foi vítima de uma emboscada em São Paulo por agentes da ditadura e inicialmente sepultado como indigente.

Em 1979, após a Lei de Anistia, seus restos mortais foram transferidos para Salvador, sua cidade natal. A Comissão Nacional da Verdade padronizou documentos para reconhecer mortes como não naturais e decorrentes de perseguição política.

O filho de Marighella, Carlinhos, destacou a importância de conscientizar a sociedade sobre a luta pela democracia e a preservação da memória do pai. Ele também expressou o desejo de que a história de Marighella seja mais conhecida no Brasil.

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