Dólar recua e é negociado perto de R$ 5,40 antes de dados sobre inflação de Brasil e EUA
O dólar recuava frente ao real nas primeiras negociações desta segunda-feira, 24, em linha com a fraqueza da divisa norte-americana no exterior, abrindo uma semana em que os investidores estarão atentos à divulgação de dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos a fim de projetar o futuro da política monetária doméstica e global.
O dólar recuava frente ao real nas primeiras negociações desta segunda-feira, 24, em linha com a fraqueza da divisa norte-americana no exterior, abrindo uma semana em que os investidores estarão atentos à divulgação de dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos a fim de projetar o futuro da política monetária doméstica e global.
Às 9h48, o dólar à vista caía 0,46%, a R$ 5,4162 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento recuava 0,32%, a R$ 5,4210 na venda. Veja cotações.
Na sexta-feira, o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,4413 na venda, em baixa de 0,38%.

“Alívio hoje refletindo exterior. Acho que mercado ficará em compasso de espera e com modesta volatilidade”, disse Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital.
Nesta semana, após sessões marcadas por decisões de política monetária no Brasil e em mercados desenvolvidos, os investidores voltam suas atenções para a divulgação de novos dados de inflação, em busca de sinais sobre o processo de controle dos preços a nível global.
O mercado doméstico analisará na quarta-feira novos dados do IPCA-15 para junho, com expectativa de analistas consultados pela Reuters de alta de 0,45% na base mensal, ante 0,44% no mês anterior.
As divulgações de números de inflação no Brasil têm ganhado importância à medida que as expectativas do mercado sobre os preços seguem subindo para este e o próximo ano, gerando preocupação nas autoridades do Banco Central.
Novas projeções do mercado
Mais cedo, economistas consultados pelo BC em sua pesquisa Focus elevaram novamente a projeção para o IPCA ao fim deste ano, a 3,98%, ante 3,96% na semana anterior, e para 2025, a 3,85%, de 3,80%.A visão da autarquia sobre a desancoragem das expectativas será elaborada mais uma vez na terça-feira, quando o BC divulgar a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em que foi decidida a manutenção da taxa Selic em 10,50% ao ano.

No Focus desta segunda-feira, os economistas ainda elevaram sua projeção para o valor do dólar ao fim deste ano, visto agora em 5,15 reais, ante 5,13 reais na semana passada, em meio à fraqueza recente da moeda brasileira.
Cenário externo
Os investidores estarão atentos à divulgação na sexta-feira de números do índice PCE de maio, o indicador de inflação preferido do Federal Reserve. Analistas projetam estabilidade, ante alta de 0,3% em abril.Após um início de ano em que os preços registraram altas acima do esperado nos EUA, os números mais recentes têm mostrado uma maior moderação, fornecendo confiança aos mercados sobre o processo de desinflação dos EUA.
Apesar da exibição de cautela por parte das autoridades do Fed, um corte de juros em setembro tem sido amplamente projetado por operadores, o que pode fornecer um alívio ao real.
Quanto mais o banco central dos EUA cortar os juros, pior para o dólar, que se torna comparativamente menos interessante quando os rendimentos dos Treasuries diminuem.
A fraqueza da divisa norte-americana no Brasil também podia ser vista lá fora.
O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,31%, a 105,550.
Fonte: ISTO É DINHEIRO




