Da Quadra à Vitrine: Como a NBA Se Tornou um dos Ativos de Marketing Mais Relevantes

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Forbes, a mais conceituada revista de neg?cios e economia do mundo.
A NBA se consolidou como um dos ativos de marketing esportivo mais valiosos do mundo, e no Brasil n?o ? diferente. H? d?cadas, a ideia de ser associado ? liga americana ? vista como um elemento de relev?ncia cultural e identidade, conceito que ganhou tra??o com a chegada dos streamings e das redes sociais, que popularizaram o esporte.
Segundo pesquisa do Ibope, cerca de 57,6 milh?es de brasileiros est?o acompanhando a temporada 2025/26 da NBA, um aumento de 4,8 milh?es de torcedores em rela??o ao ano anterior. Essa expans?o ? percebida tamb?m nas transmiss?es ao vivo, intera??es nas redes sociais e eventos nacionais. ? no Brasil, por exemplo, que fica a maior NBA House do mundo, uma ativa??o que re?ne f?s do esporte para assistir aos jogos e participar de din?micas.

Ainda segundo o Ibope, cerca de 46% da popula??o digital do Brasil mostra interesse pelos jogos e equipes, tornando a Liga um dos maiores ativos do marketing esportivo no Brasil. Essa populariza??o n?o aconteceu do nada. Al?m de jerseys e t?nis assinados por jogadores terem ganhado espa?o no pa?s como ?cones de moda, figuras como Gui Santos, brasileiro que atualmente joga no Golden State Warriors, e Tiago Splitter, primeiro t?cnico brasileiro na NBA, elevam o interesse e conex?o do brasileiro com a liga americana.
Essa conex?o fora das quadras ? uma das principais identidades hist?ricas da Liga, e um dos motores para que os f?s ? mesmo aqueles que n?o s?o ass?duos ? queiram vestir a camisa e se reconhecer como s?mbolos da NBA em seu ciclo social.
Segundo Roger Ahlgrimm, Diretor de Licenciamento e Varejo da NBA para o Brasil, entre os 58 milh?es de f?s brasileiros existe uma segmenta??o: os core fans, aqueles mais ass?duos no esporte; os casual fans, que acompanham casualmente; e os curious fans, que se conectam por meio do lifestyle. O executivo refor?a que, para abra?ar esse p?blicos, ? importante criar produtos de entrada, promovendo private label apparel.
?N?s temos trabalhado a parte de collabs para trazer relev?ncia cultural e regional, tropicalizar um pouco aquilo que fazemos. Existem muitos f?s que se inspiram nos atletas e no que eles est?o usando antes ou depois do jogo. Ent?o n?s precisamos ter produtos para atender esse tipo de consumidor?, afirma.
Os licenciamentos s?o uma das principais estrat?gias para aproximar esses diferentes perfis. Os produtos v?o de chaveiros e buttons at? jaquetas e camisetas, lan?ados tanto para gerar engajamento quanto para renovar a conex?o entre as marcas e o p?blico. ?A NBA trata todas as colabora??es de uma forma bem estrat?gica. O nosso objetivo ? sempre se conectar com um novo p?blico ou aprofundar o relacionamento que j? temos com algum f?, ent?o sempre escolhemos parceiros pensando nas tend?ncias de mercado. N?s sabemos que a m?sica, a arte, e o pr?prio lifestyle giram em torno da NBA, criando comunidades, oportunidades de neg?cio e alcance?, acrescenta Ahlgrimm.
Dados da pr?pria NBA revelam que o Brasil est? entre os tr?s maiores p?blicos internacionais, ao lado de M?xico e Filipinas, sendo o terceiro maior mercado de varejo fora dos EUA. Com 29 lojas f?sicas e 5 quiosques, o Pa?s serviu e vem servindo como base para abertura das lojas na Am?rica Latina, incluindo em pa?ses como Chile e Argentina. Os quiosques, diferente das lojas, oferecem produtos mais acess?veis, como chaveiros, bon?s e copos. Se trata de um projeto novo que visa abranger mais consumidores em diferentes cidades, al?m de mercados potencialmente menores.
?N?s pensamos em numa pir?mide de produtos. N?o s?o todas as categorias que conseguimos viabilizar isto, mas na parte de confec??o, que ? o nosso core product, temos hoje uma linha b?sica. O consumidor sabe que ? um produto aut?ntico, ele vem com uma etiqueta, um holograma, e ao mesmo tempo ? um produto muito mais acess?vel, o que permite, inclusive, combater pirataria?, acrescenta Ahlgrimm.
Algumas parcerias com marcas nacionais foram determinantes para expandir a presen?a da NBA no Brasil. A Forbes Brasil re?ne abaixo alguns dos licenciamentos mais relevantes.
Nati Vozza (NV)
Com pe?as de alfaiataria, a cole??o traz itens como cal?as jeans, jaquetas de couro, jerseys, moletons, t-shirts e acess?rios exclusivos. Al?m disso, a est?tica permeia o streetwear dos anos 90, incorporando elementos da m?sica, esporte e alta moda. J? a paleta de cores transita entre tons cl?ssicos da NBA, como o vermelho e o verde.
?Essa parceria pode realmente demarcar o territ?rio feminino da NBA, que vem crescendo. Dos 58 milh?es de brasileiros, 40% s?o mulheres, ent?o ? um continente muito grande. A vis?o estrat?gica de fechar um acordo com a Nati Vozza ? conseguir criar um produto tailor-made, 100% focado no feminino, n?o s? incluindo mulheres, mas dando protagonismo a elas?, conta Ahlgrimm, da NBA.
As pe?as est?o dispon?veis nas lojas f?sicas e digitais da NV, a partir de R$ 298,00.
Amazon

O modelo, apesar de n?o trazer novidades de software, busca transformar o esporte em um item de decora??o da casa, al?m de consolidar o Prime Video como streaming de transmiss?o dos jogos da Liga.

Dispon?vel para entrega a partir de 12 de maio, o Echo Dot est? ? venda exclusivamente no e-commerce da Amazon, por R$ 599.
O Botic?rio

Desenvolvida com tecnologia Power Fresh e notas amadeiradas, a cole??o traz itens como desodorantes, sabonetes e um n?cessaire.
Assim como todo licenciamento, a cole??o ? uma via de m?o dupla: leva a NBA para p?blicos que talvez ainda n?o tivesse alcan?ado, e refor?a a presen?a da linha masculina da Botic?rio, construindo uma conex?o mais aut?ntica.
Muito mais do que o resultado de curto prazo ? porque ? claro que uma collab gera dinheiro para a NBA e parceiros ?, nosso objetivo ? pensar no longo prazo. Como conseguimos criar uma conex?o com esse novo consumidor, engajar e depois mant?-los cada vez mais envolvidos? Esse ? um KPI que norteia as decis?es de qual collab vamos fazer com quem?, afirma Ahlgrimm.
Chilli Beans

A cole??o conta com 20 modelos, entre ?culos de grau, solar e multi, e est? dispon?vel no e-commerce da marca com pre?os entre R$ 349,99 e R$ 499,99.
Cacau Show

Dos 15 cards, cinco trouxeram caracter?sticas especiais, em refer?ncia aos jogadores LeBron James (Lakers), Stephen Curry (Golden State Warriors), Kevin Durant (Phoenix Suns), Giannis Antetokounmpo (Milwaukee Bucks), Nikola Jokic (Denver Nuggets) e Jayson Tatum (Celtics). Lan?ada em edi??o limitada, a linha n?o est? mais ? venda.
Al?m disso, desde 2021, o portf?lio de P?scoa da marca traz ovos tem?ticos da NBA, com vers?es que contam com mini bolas de basquete colecion?veis exclusivas.
Approve

Ao todo, foram lan?adas 43 pe?as de vestu?rio que trazem a imagem de seis franquias: Boston Celtics, Chicago Bulls, Golden State Warriors, Los Angeles Lakers, Miami Heat e Milwaukee Bucks.
?O legal da parte de roupa e de produto ? que n?s conseguimos nos conectar com o p?blico durante os 365 dias do ano. Ent?o quando conseguimos alcan?ar esse patamar de lifestyle e interesse, n?o ficamos dependentes da temporada, e isso ? um grande benef?cio tamb?m?, afirma.
Um ano depois, em 2024, a parceria se expandiu em uma collab com a Hellmann's, que lan?ou uma cole??o limitada de acess?rios, incluindo shoulderbags, gorros e meias.
Jordan e CBF

Al?m da camisa oficial, a collab trouxe outros itens para a cole??o, incluindo camisas streetwear, moletons bicolores, shorts de mesh e agasalhos oversized, que incorporam a estampa "Elephant Print", cl?ssica da Jordan Brand.
A parceria tamb?m ? reflexo da crescente conex?o entre o consumidor brasileiro e o basquete americano, unindo duas refer?ncias globais de for?a, determina??o e paix?o pelo esporte.
Ahlgrimm refor?a que a expectativa ? que licenciamentos com novos segmentos de mercado aconte?am em breve, ampliando o alcance da NBA. ?N?s temos sim avaliado v?rias oportunidades que fogem do licenciamento tradicional. O nosso core business ? a parte de confec??o, onde cria-se o maior volume de neg?cios, mas estamos estendendo para fora disso?, afirma.
O executivo ainda acrescenta que um dos pr?ximos segmentos mirados ? o de comidas, com projetos j? engatilhados nesse sentido. ?Sempre tem muita oportunidade, seja com a marca querendo se associar conosco ou a NBA criando algum produto de valor agregado para o f??, finaliza Ahlgrimm
Fonte: Forbes Brasil




