Corello chega aos 60 anos comandada por mãe e filhos e sem abrir franquias

Completando 60 anos da abertura da sua primeira loja no centro de São Paulo, a Corello busca crescer em um modelo pouco usual nos dias de hoje: somente com lojas próprias e com controle total de seus produtos, que não são vendidos nem via marketplaces, nem em lojas multimarcas.
Completando 60 anos da abertura da sua primeira loja no centro de São Paulo, a Corello busca crescer em um modelo pouco usual nos dias de hoje: somente com lojas próprias e com controle total de seus produtos, que não são vendidos nem via marketplaces, nem em lojas multimarcas.
A marca possui hoje 27 lojas, 15 delas na capital paulista, 8 no estado de São Paulo, duas em Brasília, uma em Goiânia e uma em Belo Horizonte. Entre 2022 e 2025 a marca abriu nove lojas próprias, e chega à “terceira idade” sem se render ao modelo de franquias.
Hoje a empresa é liderada por Carla e seus dois filhos: Gabriela Silvarolli, diretora de Marketing e Comercial, e Felipe Silvarolli, CEO da Corello."Avaliamos a nossa forma de crescer como conservadora, cautelosa e estratégica. Temos uma meta de crescimento anual, mas não é uma meta muito agressiva. Já vendemos via marketplaces, mas acabamos recuando nessa estratégia", afirma Carla Silvarolli, CEO da marca e filha do fundador.
Em um mercado cada vez mais pulverizado e com cada vez mais marcas atuando no fast fashion, onde peças de roupas muito baratas duram cada vez menos tempo, a Corello mantém a sua aposta na tradição e no "slow fashion", com materiais de excelência e trabalhando exclusivamente com couro de origem animal.

"Apostamos em peças duradouras e atemporais, mas sem deixar de acompanhar as tendências atuais. Por isso acreditamos que o DNA da marca também é sustentável, já que as peças duram anos", diz Gabriela.
Mulheres representam 90% do quadro de funcionários
Liderada por mulheres, a marca também mantém uma forte presença feminina no quadro de funcionários.“Acreditamos que as mulheres possuem muitos atributos que contribuem para uma empresa mais humana e empática, e essa forte presença é vista como uma cultura muito natural da empresa, embora ultimamente também venhamos incentivando bastante a questão da diversidade”, completa.“Aproximadamente 90% do nosso quadro sempre foi feminino, mas não porque damos mais chance às mulheres, mas porque vendemos para consumidoras mulheres e entendemos que o relacionamento e o entendimento com elas são mais fáceis se forem feitos por mulheres. O olhar feminino da minha mãe abriu muito espaço, resultando em 96% das nossas lideranças serem femininas”, afirma Gabriela
E-commerce já responde por 30% das vendas
A primeira loja da Corello foi inaugurada em 1965, pelo pai, Antonio, e pelo avô de Carla, Savério, no Largo do Arouche, no centro de São Paulo.Sem nenhum aporte de capital externo ou fusão com outros grupos, a empresa até hoje é comandada pela família, diferentemente de marcas concorrentes como Capodarte e Arezzo, que atuam também no modelo de franquias.
Segundo os donos, o controle total controle sobre as lojas e vendas de seus produtos é visto como um diferencial competitivo.
A empresa diz, porém, estar avaliando a entrada em lojas multimarcas e oportunidades em outros estados. “Temos muita demanda de multimarcas e de franquias querendo nosso produto. Estamos em um momento de reflexão, avaliando o crescimento em função dessas demandas que são bem expressivas, especialmente a de multimarcas, para verificar a possibilidade de atender a essa demanda”, revela o CEO."Na época do 'boom' das franquias, optamos por permanecer com o modelo de lojas próprias para garantir a nossa identidade. A principal razão para essa escolha foi garantir a identidade, transparência e entregar aquilo que prometem ao público, mantendo o DNA da marca", aponta Carla.
Outra aposta é ampliar a presença no interior de São Paulo e no e-commerce, que já é responsável por 30% do faturamento total da companhia.
Fonte: ISTO É DINHEIRO




