Como equilibrar o orçamento no começo do mês?

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
“Chega o fim do salário, mas não chega o fim do mês" é uma expressão popular que reflete o sufoco de muitos trabalhadores
O salário do trabalhador brasileiro geralmente é pago até o quinto dia útil de cada mês. Mas há uma expressão popular que diz que "chega o fim do salário, mas não chega o fim do mês".

Para evitar essa situação, uma vida financeira organizada, capaz de equilibrar o orçamento mensal, é essencial. Só assim é possível alcançar as metas profissionais e pessoais.
Leia também
O estouro da bolha da IA e a falácia de um futuro sem futuro
Atividade econômica brasileira cresce bem acima do esperado em junho
Taxa de desemprego recua em 15 estados no segundo trimestre, diz IBGE
No entanto, grande parte da população brasileira enfrenta dificuldades tanto para economizar quanto na gestão de renda. De acordo com a pesquisa 'Pulso 2023', 61% dos brasileiros não conseguem guardar dinheiro para investimento ou poupança.Pensando nisso, a Forbes Brasil ouviu especialistas em busca de dicas para aprender a lidar com o próprio dinheiro – e fazê-lo durar mais do que 30 dias.
Como começar?
Para tanto, o ponto de partida é: não controle as finanças apenas no início do mês, mas sim, durante todos os 30 dias – em alguns meses, um pouco mais, em um único, um pouco menos.A primeira dica é: não se empolgar com o valor que acabou de receber na conta bancária. “A pior coisa é gastar o salário com supérfluos sem ter a certeza de quanto realmente está disponível para uma compra por impulso”, diz Rica Mello, economista e fundador do grupo BCBF.
Por isso, as planilhas são essenciais para melhorar o planejamento financeiro. Na tabela, inclua um apanhado com todas as fontes de renda e despesas fixas. Entre os principais exemplos, estão aluguel, contas de consumo (água, luz, telefone etc.) e transporte.
O educador financeiro e especialista em mercado de capitais, Lucas Ghilardi, recomenda que as pessoas dividam os gastos em quatro pilares: necessidades básicas (alimentação, moradia e transporte); metas financeiras (poupança, investimentos, dívidas); gastos variáveis (lazer) e emergências.
De todos esses pilares, priorize suas dívidas, diz Ghilardi. "Afinal, não pagar os empréstimos pode levar a multas e juros que se acumulam rapidamente”, afirma.
O planejamento diário ao longo do mês deve conter as despesas fixas e variáveis. Gastos como alimentação, educação e entretenimento devem ter tetos orçamentários.

Além disso, é preciso avaliar o que é realmente necessário e o que é apenas desejo. "As prioridades devem ser mesmo colocadas em primeiro lugar, como transporte, alimentação, medicamentos e higiene”, diz Mello, do BCBF.
Tempo é dinheiro
As metas de compras podem ser definidas a curto, médio e longo prazo. O valor previsto para poupar no orçamento pode ser dividido nessas três categorias de tempo.“É importante ter disciplina para que as metas de curto e médio prazo não interfiram nos objetivos de longo prazo”, afirma o economista citado acima.
Uma regra conhecida é a 50-30-20. Ela prevê que 50% dos recursos devem ser dedicados às despesas essenciais (alimentação, moradia, transporte); 30% para desejos e gastos não necessários (hobbies, jantares fora de casa, atividades de lazer) e 20% para poupar ou pagar as dívidas.
No entanto, essa instrução nem sempre é seguida à risca. Afinal, se as despesas essenciais ultrapassam os 50%, a pessoa deve reduzir o valor destinado a gastos não necessários, como roupas e lazer, adequando o planejamento à sua realidade orçamentária.
Por isso, é fundamental reavaliar os gastos regularmente, ajustando as despesas onde for necessário para não ultrapassar o orçamento. Ghilardi sugere concentrar-se em reduzir despesas grandes, como aluguel, ao invés de se preocupar apenas com pequenos cortes.
“Crie uma poupança específica para compras maiores e defina um cronograma para alcançá-las. Faça um sistema de metas que sejam atingíveis e com prazo definido”, diz.
Dessa maneira, determine quais são as metas mais importantes e aloque um pouco mais de recursos nelas. “Sempre avalie se o prazer ou benefício que você obtém dessas despesas justifica o custo”, afirma.
Definindo limites
Assim, priorize o que é essencial e que trará benefícios a longo prazo. "Pergunte-se sempre: este gasto me aproxima dos meus objetivos ou me afasta deles?", diz Jenni Almeida, estrategista financeira, especialista em finanças e CEO da Invest 4U.Segundo ela, definir o destino de "cada centavo" permite garantir que o dinheiro trabalhe a favor da pessoa. "E não o contrário”, diz.
- Siga a Forbes no WhatsApp e receba as principais notícias sobre negócios, carreira, tecnologia e estilo de vida
“O principal é definir datas e valores limites. Quando estabelecer uma meta, como comprar um celular novo ou planejar uma viagem, defina um certo período para alcançá-la”, diz Jenni.
Escolhas do editor
Estouro de quase R$ 200 trilhões deve provocar boom no preço do Bitcoin
5 prompts do ChatGPT para melhorar sua gestão de tempo e produtividade
As 11 melhores faculdades de engenharia do mundo em 2024
Fonte: Forbes Brasil




