Com Receita Histórica de R$ 500 Milhões, Campo Limpo Acelera a Reciclagem no Agro

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
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A Campo Limpo deve encerrar 2025 com n?meros que marcam um novo patamar operacional e financeiro, com uma receita consolidada pr?xima de R$ 500 milh?es, crescimento anual de 12% a 15% e proje??o de avan?o acima de 10% para 2026.
"Esse ano de 2025 vai ser o melhor ano da hist?ria da Campo Limpo", diz o engenheiro agr?nomo Marcelo Okamura, presidente da companhia. O dirigente divulgou os dados numa apresenta??o para a imprensa sobre desempenho, investimentos e perspectivas da empresa. Fundada em 2008, a Campo Limpo ? hoje formada por duas empresas: a Campo Limpo Reciclagem e Transforma??o de Pl?sticos S.A. com unidade industrial em Taubat? (SP) e f?brica em Ribeir?o Preto (SP), e a Campo Limpo Tampas e Resinas Pl?sticas LTDA, em Taubat?.

Em sua retaguarda est?o 25 acionistas de peso, fabricantes de defensivos como BASF, Bayer, Corteva, Ihara, Syngenta e UPL do Brasil. A companhia ? atualmente uma refer?ncia global na reciclagem e produ??o de embalagens pl?sticas para defensivos agr?colas a partir de resina p?s-consumo.
? frente do grupo, Okamura, que al?m de agr?nomo, possui forma??o em marketing e gest?o executiva (FGV, Kellogg, Insead) e passagem por grandes empresas de pesquisa e desenvolvimento no agro, refor?a o discurso de combina??o entre conformidade legal, resultado econ?mico e impacto socioambiental.
"Buscamos cumprir a legisla??o, trazendo ganhos ? sociedade, ao meio ambiente e ao agroneg?cio por meio da log?stica reversa, sempre incentivando a economia circular."
Crescimento puxado pela demanda dos grandes clientes
Divulga??o/Campo LimpoFachada da Campo Limpo
Okamura atribui parte do bom desempenho ? maior absor??o de embalagens recicladas por grandes players do setor agroqu?mico e ao refor?o nas linhas j? clientes da Campo Limpo.
"O crescimento do mercado agro brasileiro teve uma maior ado??o pelos clientes das embalagens da Campo Limpo", disse.No detalhamento da receita, R$ 350 milh?es v?m da produ??o de embalagens; os R$ 150 milh?es restantes s?o oriundos da venda de resinas e do sistema de tampas e veda??es.
Investimentos para suportar a pr?xima etapa de crescimento
Com a perspectiva de demanda crescente, a empresa anunciou um plano de investimentos de R$ 140 milh?es para os pr?ximos tr?s anos, destinado ao aumento de capacidade nas duas plantas.Atualmente, a capacidade produtiva do grupo alcan?a cerca de 15 milh?es de embalagens recicladas por m?s, n?meros que sustentam contratos com ind?strias do Sudeste e fornecimentos pontuais a unidades mais distantes. Para fabricantes de defensivos no Nordeste, a companhia vende a resina para produ??o local das embalagens.
Okamura destacou a necessidade de manter plantas pr?ximas aos centros consumidores. Uma escolha log?stica fundamentada no custo de transporte de embalagens vazias.

"O mercado de embalagens pl?sticas tem de estar perto do mercado consumidor", explicou, citando a recente unidade em Ribeir?o Preto para atender a clientes do norte paulista e do Tri?ngulo Mineiro.
Olhar para 2026 com alta demanda, biol?gicos e mercado dom?stico
Divulga??o/Campo LimpoExemplos de embalagens e tampas produzidas via reciclagem
A Campo Limpo projeta crescimento superior ao mercado em 2026, com expectativa pr?pria de mais de 10% em volumes, sustentada pela amplia??o do uso de embalagens recicladas entre clientes atuais e por novas demandas em segmentos emergentes, como biol?gicos.
A legisla??o exige que embalagens de defensivos, sejam qu?micas ou biol?gicas, passem pela log?stica reversa, o que garante um universo potencial de materiais para reciclagem, mesmo que a escala dos biol?gicos seja, no curto prazo, menor que a dos qu?micos, segundo Okamura.
Economia circular traduzida em escala e efici?ncia
A Campo Limpo opera como parte do Sistema Campo Limpo, programa de log?stica reversa idealizado no in?cio dos anos 2000 e gerido pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV).Pelo processo da log?stica reversa, embalagens vazias, ap?s tr?plice lavagem pelos agricultores, retornam ao sistema, s?o triadas, compactadas e transformadas em resina que, por sua vez, ? reutilizada para produzir novas embalagens destinadas ? mesma ind?stria.
No Brasil, 94% de todas as embalagens pl?sticas prim?rias de defensivos agr?colas colocadas no mercado t?m destina??o correta. Mais de 90% delas s?o encaminhadas ? reciclagem e voltam ao mercado.
Desde 2008, a Campo Limpo j? produziu mais de 120 milh?es de embalagens recicladas. Segundo Okamura, esse ciclo reduziu emiss?es em mais de 1 milh?o de toneladas de CO₂ e evitou o consumo de 46,8 milh?es de GJ de energia, indicadores que evidenciam o ganho ambiental e a efici?ncia energ?tica associados ? reciclagem industrial frente ao uso de mat?ria-prima virgem.
Para se ter uma ideia, 1 GJ ? aproximadamente 278 milh?es de quilowatts-hora (kWh) de eletricidade, que ? uma quantidade de eletricidade suficiente para alimentar dezenas de milhares de resid?ncias por um ano inteiro.
Tecnologia, qualidade e lideran?a de mercado
A Campo Limpo se orgulha de ter sido pioneira na produ??o, no Brasil, da primeira embalagem de defensivo fabricada com resina p?s-consumo, desenvolvendo um processo com patente e certifica??o da ONU para transporte de produtos perigosos.Ao longo dos anos, a empresa evoluiu do modelo inicial de embalagens com apenas uma camada reciclada at? chegar a embalagens feitas 100% com resina reciclada, mantendo padr?es t?cnicos exigentes de pureza, fluidez e seguran?a para envase de produtos perigosos.
O hist?rico de inova??o rendeu ades?es internacionais: hoje, modelos inspirados no projeto brasileiro j? foram adotados por outros pa?ses, segundo Okamura, em refer?ncia a iniciativas na Argentina e Austr?lia.
Fonte: Forbes Brasil




