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CNA Faz Defesa do Brasil contra Acusações dos EUA de Práticas Comerciais Desleais

Redação16 de agosto de 2025
CNA Faz Defesa do Brasil contra Acusações dos EUA de Práticas Comerciais Desleais

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou no início da noite desta sexta-feira (15), um documento ao Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) em resposta à investigação aberta por Washington sobre supostas práticas comerciais desleais atribuídas ao Brasil. O processo é conduzido com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, que autoriza a apuração de condutas consideradas "desleais ou discriminatórias" e, em caso de comprovação, a aplicação de sanções unilaterais.

"O Brasil se tornou um grande exportador agrícola porque somos altamente produtivos e competitivos", afirmou a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori.
Ela destacou que o agronegócio brasileiro está profundamente integrado ao mercado internacional, seja na compra de insumos, seja na venda de produtos. "A CNA, que representa mais de 5 milhões de produtores rurais brasileiros, tem confiança de que a investigação americana comprovará o compromisso, não só do agro, mas de toda a economia brasileira, em um comércio internacional justo, transparente e baseado em regras claras", acrescentou.

A investigação norte-americana foi estruturada em seis eixos: comércio digital e pagamentos eletrônicos, tarifas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. A CNA concentrou sua defesa nos três últimos. A participação presencial da entidade na audiência pública prevista para setembro já está confirmada.

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Argumentos apresentados pela CNA

Tarifas preferenciais

A defesa afirma que o Brasil concede tratamento tarifário diferenciado apenas em acordos compatíveis com o Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT) e com a Cláusula de Habilitação da Organização Mundial do Comércio (OMC), como os firmados com México e Índia.

Esses acordos representam apenas 1,9% das importações brasileiras e não causam prejuízo às exportações norte-americanas. A CNA ainda comparou esse cenário com o dos EUA, que possuem tratados de livre comércio com 20 países.

Acesso ao mercado de etanol

O documento lembra que, entre 2010 e 2017, o etanol americano entrou no Brasil com isenção tarifária e que, posteriormente, foi aplicada a tarifa de Nação Mais Favorecida de 18%, abaixo dos 20% cobrados dos países do Mercosul. A CNA sustenta que a política tarifária brasileira é transparente, não discriminatória e em conformidade com a OMC.

Também destacou que o programa RenovaBio é aberto a produtores estrangeiros que cumpram requisitos técnicos e ambientais e que as alegações de favorecimento a Índia e México não se sustentam diante dos volumes exportados. A entidade defendeu ainda a ampliação da cooperação bilateral com os EUA em bioenergia e combustíveis sustentáveis.

Desmatamento ilegal

A CNA citou o Código Florestal, a Lei de Crimes Ambientais e sistemas de monitoramento como exemplos de um arcabouço ambiental robusto. Lembrou que o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas e outras políticas públicas contribuíram para a redução do desmatamento.

Também foram mencionadas ferramentas como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor), além do Documento de Origem Florestal (DOF+), que asseguram rastreabilidade e certificações reconhecidas para a produção florestal.

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