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Atletas do Brasil e do Mundo Pedem Reforço no Combate Às Mudanças Climáticas Antes da COP30

Redação27 de outubro de 2025
Atletas do Brasil e do Mundo Pedem Reforço no Combate Às Mudanças Climáticas Antes da COP30

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

A mudança climática é um dos adversários mais difíceis que qualquer atleta enfrenta, afirmou a jogadora de futebol brasileira Tamires Dias, uma de cerca de 40 esportistas de elite envolvidos no lançamento de uma nova campanha global que será apresentada na cúpula do clima COP30 no próximo mês em Belém.

Tamires, que participou de duas Copas do Mundo Femininas, juntou-se a compatriotas como a tenista Beatriz Haddad Maia e a surfista Maya Gabeira, bem como o nadador olímpico romeno David Popovici e o ex-jogador de futebol inglês Raheem Sterling, para apoiar a Adapt2Win.

Com a mudança climática já afetando o esporte de elite, a campanha multimídia global lançada nesta segunda-feira e apoiada pela Fundação Gates e pelo Wellcome Trust está pedindo aos governos que priorizem o investimento em adaptação climática antes da COP30.

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Tamires, 38 anos, descreve os desafios de jogar futebol no Brasil, onde o calor extremo e as chuvas prejudiciais representam desafios, e diz que a adaptação às mudanças climáticas não é mais opcional.

“No esporte, aprendemos a nos adaptar todos os dias — a novos times, novas táticas, novos adversários. Mas a mudança climática é um tipo diferente de adversário. É mais forte, mais imprevisível, e ninguém pode enfrentá-lo sozinho“, disse ela.

Quarenta atletas assinaram uma carta aberta, e um filme contundente que mostra o impacto dramático de enchentes e incêndios em instalações esportivas que será exibido na COP30.

O filme começa com uma legenda que diz: “Esta pode ser a pior derrota da história ou a maior virada de todos os tempos”.

De acordo com os organizadores da campanha, os desastres relacionados ao clima causaram perdas econômicas de US$ 417 bilhões em 2024, mas menos de 10% do financiamento climático global é direcionado à adaptação.

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“Para mim, isso é pessoal”, disse Sterling, que nasceu na Jamaica e jogou 82 vezes pela Inglaterra. “Vi como a mudança climática está remodelando a vida em todo o Caribe.”

“Por meio do trabalho da minha fundação na prevenção de doenças transmitidas por mosquitos, vi como soluções simples, lideradas pela comunidade, podem fazer uma enorme diferença. A COP30 é o momento para os líderes apoiarem essas soluções”, acrescentou.

A campanha também destaca os esforços de base já em andamento, como os alertas de seca por SMS no Quênia e os cuidados com a saúde materna relacionados ao calor em Serra Leoa.

“A Adapt2Win nos lembra que todos os setores, de governos a empresas e esportes, têm um papel a desempenhar na criação de mudanças”, disse Ana Toni, diretora-executiva da COP30.

Outros signatários incluem o jogador de rúgbi sul-africano Bongi Mbonambi, o jogador de futebol nigeriano Kenneth Omeruo e o velejador norte-americano bicampeão mundial Mike Buckley.

“Ao crescer na Nigéria, você sempre podia contar com as estações do ano — quando as chuvas chegavam, quando os campos ficavam verdes. Mas, nos últimos anos, tudo mudou“, disse Omeruo, que tem 69 partidas pela seleção nigeriana e fez parte da equipe vencedora da Copa Africana de Nações em 2013.

O clima é imprevisível, as comunidades estão passando por dificuldades e até mesmo os campos de futebol em que treinávamos estão inundados ou secos. A mudança climática é algo com que convivemos todos os dias”, afirmou.

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