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Aegea vê IPO como ‘muito estratégico’, mas não tem pressa em entrar na bolsa

Redação27 de julho de 2025
Aegea vê IPO como ‘muito estratégico’, mas não tem pressa em entrar na bolsa
© Foto: ISTOÉ DINHEIRO

Cotada para ser a próxima companhia a entrar na bolsa de valores, a Aegea destaca que vê o caminho de listagem como estratégico, todavia não cita planos de curto prazo para colocar suas ações no mercado.

Cotada para ser a próxima companhia a entrar na bolsa de valores, a Aegea destaca que vê o caminho de listagem como estratégico, todavia não cita planos de curto prazo para colocar suas ações no mercado.

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Ao Dinheiro Entrevista, o CEO da Aegea, Radamés Casseb, relata que o arcabouço financeiro e de sócios consegue suprir as demandas no momento atual.

“Do ponto de vista de fonte, é super estratégico ter a listagem como uma alternativa adicional para busca de capital. Isso está sempre atrelado e na tese de raciocínio sobre qual é o valor, qual é o uso efetivo para criar valor transformacional. Até então, os sócios da companhia e outros parceiros de capital têm suprido as necessidades para crescimento em novos projetos”, conta.

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“Em algum momento, assim como nas contingências ambientais e no planejamento de 30 anos ou de 50 anos, abrir o capital também é um desses dispositivos a ser acionado. A companhia vem se preparando do ponto de vista de comunicação com o mercado, fazendo benchmark, vem aprendendo com a experiência dos seus sócios, se preparando para a hora adequada”, completa Radamés Casseb.

O executivo ainda frisa que ‘condição de mercado é sempre um fator relevante’, dado que o Brasil tem passado por uma seca de IPOs desde 2021 – quando mais de 40 empresas entraram na bolsa de valores, em um ambiente de juros mais baixos e de um mercado financeiro mais aquecido.

Casseb frisa que além desse fator há ‘um momento transformacional ainda por chegar’.

Aegea mira compra da Copasa

A gestão da empresa relata que acompanha com atenção os passos do governo mineiro em relação ao processo de desestatização da Copasa. O projeto de privatização da companhia de saneamento de Minas Gerais já está nas mãos dos parlamentares estaduais e, segundo mandatários do executivo, segue em discussão.

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Casseb revelou que a companhia tem mantido contato com gestores que já passaram ou ainda estão na Copasa. A proposta, segundo ele, é entender melhor os desafios enfrentados pela estatal para ampliar a qualidade dos serviços prestados.

“A gente espera ansioso que a complementariedade do privado possa apoiar nessa jornada de universalização em Minas Gerais. Também é um lugar onde a gente deseja muito estar. É uma companhia que, assim como Sabesp, é uma referência”, afirma.

“Então, a gente espera que a decisão seja tomada, espera que os modeladores sejam contratados e que essa discussão comece pelas vias públicas tradicionais. Ansiosos aqui por ter esse projeto na rua”, completa.

O governo de Minas desenhou uma proposta que se assemelha à da Sabesp, em São Paulo. A intenção é vender parte das ações da Copasa e manter uma participação minoritária com poder de veto em pautas estratégicas.

Esse modelo prevê que nenhum acionista tenha mais de 20% dos votos e que o Estado permaneça com pelo menos 10% das ações. Também está prevista uma golden share para preservar algumas decisões sob controle estatal, além da exigência de manter a sede da empresa em território mineiro.

No momento, o governo mineiro detém 50,03% do capital com direito a voto da Copasa. A fatia seria reduzida, mas ainda garantiria certa influência nas decisões, com foco em atrair um investidor de referência para assumir a gestão com metas regulatórias bem definidas.

Qual o tamanho da companhia

Atualmente cerca de 1 a cada 7 brasileiros é atendido pela Aegea, que tem presença em 760 municípios em 15 estados do Brasil. A companhia figura como a maior empresa privada de saneamento do Brasil, com faturamento de R$ 16 bilhões no ano de 2024.

A empresa nasceu em meados de 2010, sendo gestada dentro do Grupo Equipav, um grupo tradicional do setor de infraestrutura e engenharia.

Há anos que a Aegea é apontada como a provável próxima empresa a entrar na bolsa de valores e, além disso, é a companhia que quase se tornou sócia da Sabesp no certame realizado em 2024.

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