Veja o polo sul da Lua sob a ótica da sonda Resilience

A empresa japonesa ispace divulgou, na quinta-feira (22), uma fotografia inédita do polo sul da Lua feita pelo lander Resilience durante sua órbita de aproximação ao satélite natural da Terra.
A empresa japonesa ispace divulgou, na quinta-feira (22), uma fotografia inédita do polo sul da Lua feita pelo lander Resilience durante sua órbita de aproximação ao satélite natural da Terra.
A imagem revela um relevo acidentado, marcado por formações geológicas profundas que, segundo engenheiros da missão, podem parecer "bicos de queijo" quando vistas de longe.

Na legenda da publicação, especialistas chamaram a atenção para um curioso efeito de ilusão de ótica: dependendo da orientação, as crateras concêntricas podem ser percebidas como elevações curvadas, desafiando a percepção visual dos observadores.
Confira:
▶ Ver publicacao no X (Twitter)
Leia mais:
- 10 curiosidades sobre a Lua
- 7 dicas para fotografar a lua com seu celular
- Cientistas podem ter resolvido o mistério das rochas lunares magnéticas
Lander japonês na Lua!
- Lançado em janeiro em um foguete Falcon 9 da SpaceX, o Resilience viajou em conjunto com o lander Blue Ghost, da Firefly Aerospace;
- Este último alcançou com sucesso a superfície lunar em 2 de março, tornando-se a segunda sonda comercial a pousar no satélite terrestre;
- A ispace, por sua vez, busca repetir o feito e, se bem-sucedida, entrará para o seleto grupo de empresas privadas com capacidade de pouso lunar;
- Além das câmeras de navegação, o lander carrega cinco instrumentos científicos e tecnológicos, incluindo detectores de radiação e sensores de interesse geológico, bem como o pequeno rover Tenacious;
- Este último tem a missão de coletar amostras de regolito — o solo lunar fragmentado — para futuras análises que podem revelar detalhes inéditos sobre a formação e evolução do satélite.
Importância e responsabilidade
O pouso do Resilience assume ainda maior relevância diante do histórico de seu antecessor: o lander Hakuto-R, também da ispace, lançado em 2023, perdeu seus sistemas de orientação ao encontrar a borda de uma cratera e acabou colidindo contra o solo lunar, sem conseguir cumprir sua missão.Agora, a equipe japonesa deposita grandes expectativas na missão atual, que representa não apenas um avanço tecnológico, mas, também, um importante passo na colaboração internacional por meio de parcerias entre agências e empresas privadas na exploração do Espaço.

Fonte: Olhardigital




