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Uso de dados para treinar IA coloca Google na mira da União Europeia

Redação12 de setembro de 2024
Uso de dados para treinar IA coloca Google na mira da União Europeia

O Google está sob investigação na União Europeia (UE) por conta do uso de informações pessoais no treinamento de sua inteligência artificial (IA) generativa.

O Google está sob investigação na União Europeia (UE) por conta do uso de informações pessoais no treinamento de sua inteligência artificial (IA) generativa. A Comissão de Proteção de Dados (DPC) da Irlanda anunciou, nesta quinta-feira (12), que quer verificar se a empresa cumpriu as exigências legais do Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR).

Em especial, a DPC – responsável pela aplicação da GDPR – quer checar se a big tech fez uma Avaliação de Impacto sobre a Proteção de Dados (DPIA), diz o comunicado publicado nesta quinta. Essa avaliação é exigida para antecipar riscos à privacidade dos indivíduos cujos dados foram usados nos modelos de IA.

Justiça da UE investiga como modelos de IA do Google usam dados pessoais

O foco da investigação está nos modelos de IA generativa desenvolvidos pelo Google – por exemplo: o Gemini e o modelo de linguagem PaLM2, usado em chatbots e buscas na web. A DPC da Irlanda pode aplicar multas de até 4% da receita anual global da Alphabet, dona do Google, caso seja comprovada alguma violação das regras de proteção de dados.

O uso de grandes volumes de dados para treinar essas tecnologias levanta preocupações sobre a origem e a forma como essas informações são adquiridas. As preocupações não se limitam apenas aos direitos autorais, mas também ao tratamento adequado de dados pessoais durante o desenvolvimento de modelos de IA.

Regulador de privacidade da União Europeia investiga como Google usa dados para treinar seus modelos de IA – por exemplo: o Gemini (Imagem: Muhammad Alimaki/Shutterstock)
Em particular, os dados pessoais de cidadãos da UE, mesmo que obtidos da internet pública, estão sujeitos às normas de privacidade. Isso tem colocado pequenas e grandes empresas, como Google, Meta e OpenAI, sob crescente vigilância na União Europeia por possíveis violações.

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A OpenAI, responsável pelo GPT e ChatGPT, já enfrentou questionamentos e sanções regulatórias. A Meta também está sendo investigada por questões semelhantes com seu modelo Llama.

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Pessoa vendo um celular com o logo do X
A DPC também investiga o X, de Elon Musk, por conta do uso de dados pessoais para treinar IA (Imagem: rafapress/Shutterstock)
Além dessas, o X, de Elon Musk, está sendo investigado pela DPC pelos mesmos motivos. Até agora, a empresa se comprometeu a limitar o processamento de dados, mas ainda não recebeu sanções formais.

Assim, a investigação sobre o Google pode estabelecer um importante precedente para o futuro do desenvolvimento de IA e privacidade de dados na Europa.

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União europeiaProinteligência artificialGoogle

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