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Trump quer evitar alta na conta de luz causada por data centers de IA

Redação13 de janeiro de 2026
Trump quer evitar alta na conta de luz causada por data centers de IA

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a Microsoft fará mudanças operacionais imediatas para impedir que a expansão de seus data centers de inteligência artificial (IA) deixe as contas de energia dos cidadãos americanos mais caras.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a Microsoft fará mudanças operacionais imediatas para impedir que a expansão de seus data centers de inteligência artificial (IA) deixe as contas de energia dos cidadãos americanos mais caras.

A corrida pela liderança na IA transformou data centers em ativos estratégicos, mas também em grandes consumidores de energia, o que já reflete em altas nas tarifas de diversos estados.

Agora, o governo Trump busca compromissos formais do setor para que big techs “paguem seu próprio caminho”. Em outras palavras: o país tenta manter a hegemonia tecnológica sem sacrificar o orçamento das famílias.

Governo Trump pressiona big techs para que cidadãos não paguem a conta da expansão da IA

A Casa Branca iniciou uma ofensiva para garantir que o custo da infraestrutura tecnológica não recaia sobre o consumidor final num momento de atenção aos preços de serviços básicos. Em postagem na sua rede social Truth Social, Trump disse que as faturas mensais das famílias subiram drasticamente e que novos projetos de tecnologia não podem agravar esse quadro inflacionário.
Governo Trump busca compromissos formais do setor para que big techs “paguem seu próprio caminho” na corrida da IA (Imagem: Joshua Sukoff/Shutterstock)
A Microsoft foi a primeira grande empresa a selar esse compromisso, prometendo ajustes estruturais já a partir desta semana. Embora os detalhes técnicos das mudanças ainda não tenham sido totalmente divulgados, o objetivo central é evitar que cidadãos americanos vejam aumentos em suas contas de luz decorrentes da presença de data centers em suas cidades.

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Dados de mercado indicam que as tarifas de eletricidade nos Estados Unidos subiram cerca de 6% em um ano, com altas expressivas em regiões que concentram grandes data centers.

A resistência local também tem influenciado decisões corporativas. Em Wisconsin, por exemplo, a Microsoft cancelou um projeto de data center devido à forte oposição dos moradores. O receio das comunidades gira em torno do impacto ambiental e, principalmente, do risco de desestabilização dos preços da rede elétrica local.

Para resolver o impasse e garantir o suprimento necessário, as empresas têm sido incentivadas a buscar autonomia energética. O governo federal sinalizou que fará novos anúncios nas próximas semanas, o que indica que outras gigantes do setor devem seguir o exemplo da Microsoft e assumir a responsabilidade por seus custos de energia.

Meta aposta na energia nuclear para sustentar seu novo supercluster de IA

Em meio a essa busca por independência energética, a Meta anunciou acordos estratégicos com três empresas do setor nuclear para alimentar o supercluster Prometheus, previsto para 2026. A estratégia foca no uso de reatores avançados para garantir um fornecimento constante e limpo de eletricidade, essencial para processar modelos de IA de alta complexidade.
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Meta aposta em energia nuclear para alimentar suas ambições de IA (Imagem: hrui/Shutterstock)
As parcerias com a Vistra, TerraPower e Oklo podem adicionar 6,6 gigawatts de capacidade energética até 2035. Para você ter ideia, esse volume de energia supera a demanda total de todo o estado americano de New Hampshire.

Um ponto de destaque é a conexão com figuras centrais da tecnologia, como o CEO da OpenAI, Sam Altman, que é um dos principais investidores da Oklo. A empresa nuclear abriu capital recentemente para aumentar a escala da sua tecnologia e atender clientes que buscam fontes de energia estáveis.

Além do aspecto técnico, a Meta projeta que esses investimentos tragam benefícios econômicos regionais, com a criação de milhares de empregos na construção de usinas em estados como Ohio e Pensilvânia. A companhia defende que ter uma infraestrutura de IA de ponta e energeticamente sustentável é vital para manter os Estados Unidos como líderes globais no setor.

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Essa movimentação faz parte de um pacto maior da indústria, que inclui Amazon e Google, para triplicar a produção global de energia nuclear até 2050. O setor de tecnologia agora corre contra o tempo para garantir que a revolução da IA tenha combustível suficiente para crescer sem gerar crises de abastecimento ou de preços para o restante da sociedade.

(Essa matéria também usou informações de CNBC.)

Tags:
Donald trumpProinteligência artificial

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