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Tribunal de Justiça fortalece cultura da adoção no Sertão de Alagoas

Diretoria de Comunicação - Dicom TJAL18 de abril de 2026
Tribunal de Justiça fortalece cultura da adoção no Sertão de Alagoas
© Foto: Denilson Silva e Lisiany Bezerra estão se preparando para adotar. Foto: Itaciara Albuquerque.

Encontro regional ofereceu atendimento ao público, curso preparatório para adoção e debates com especialistas no tema

O conselheiro tutelar Denilson Silva e a servidora Lisiany Bezerra têm dois filhos, mas alimentam o sonho de adotar uma criança. O casal participou, nesta quinta (16), do 1º Encontro Regional de Adoção, promovido pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) em São José da Tapera, no Sertão alagoano.

"Quando se trata de crianças, a gente entende que elas devem ser acolhidas. Elas necessitam realmente de amor, de carinho, desse tipo de coisa que deveria ser dado na família onde foram concebidas, mas que não aconteceu", disse Lisiany.

Denilson contou que o desejo de adotar surgiu de seu trabalho junto à casa de acolhimento do município. "Da minha convivência com a casa surgiu esse lado de amor. É importante ter um olhar especial para essas crianças".

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Além do curso preparatório para adoção, que contou com a presença de quase 40 pessoas, houve palestras sobre desenvolvimento infantil, serviço de família acolhedora, entrega legal e apadrinhamento.

O encontro foi organizado pela Coordenadoria da Infância e Juventude do TJAL, com apoio da Prefeitura e da Casa de Acolhimento Regional Irmã Redempta.

De acordo com o juiz Anderson Passos, que está à frente da CEIJ, o objetivo é regionalizar as discussões. "Estamos aqui para debater sobre a importância do ato de adotar e também mobilizar a sociedade do Sertão para essa temática".

No encontro, foram abordados ainda mitos e verdades envolvendo o processo de adoção. "Uma coisa importante é que a adoção não é só para um casal, uma família tradicional. A pessoa sozinha pode adotar, como também os casais homoafetivos. A legislação aceita as diversas formas de família".

O desafio do Judiciário, explicou o magistrado, é aumentar a adoção de crianças maiores. "Muitos buscam apenas crianças jovens, bebês, e o nosso desafio em todos os encontros é também mostrar que crianças maiores e adolescentes também estão com vontade de serem adotados e que podem ser adotados. A gente precisa entender isso, ampliar o leque, abrir o coração para outras possibilidades".

O evento teve ainda bate-papo com estudantes sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) na era digital. O debate abordou direitos e deveres dentro do ambiente virtual, cyberbullying e saúde mental.

Para Eliny Santos, coordenadora da Casa de Acolhimento Irmã Redempta, o encontro foi um marco para a região. "Atendeu não apenas São José da Tapera, mas vários municípios vizinhos. As pessoas precisam de informação e conhecimento sobre adoção, assim como os profissionais que atuam na área".

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