Três objetos interestelares já foram flagrados no Sistema Solar

Em toda a história da observação astronômica, apenas três objetos vindos de fora foram vistos viajando pelo Sistema Solar – e todos eles em um intervalo de menos de uma década.
Em toda a história da observação astronômica, apenas três objetos vindos de fora foram vistos viajando pelo Sistema Solar – e todos eles em um intervalo de menos de uma década. Além de raros, esses visitantes interestelares despertam grande interesse dos cientistas, pois podem ajudar a ampliar o entendimento sobre o Universo além do Sol.
O caso mais recente é o do cometa C/2025 N1 ATLAS, também chamado de 3I/ATLAS, justamente por ser o terceiro objeto desse tipo já registrado. Esse corpo celeste foi detectado em 1º de julho pelo Deep Random Survey, um grupo de astrônomos amadores no Chile.
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Imagens mostram cometa 3I/ATLAS em movimento
Com aproximadamente 20 quilômetros de largura estimada, ele viaja a cerca de 66 km/s e está atualmente na órbita de Júpiter. Em outubro, deve alcançar o ponto mais próximo do Sol, mas passará por trás da estrela, dificultando sua observação.Esta semana, o Observatório Europeu do Sul (ESO) divulgou as imagens mais nítidas feitas até agora desse novo visitante. Obtidas pelo Very Large Telescope (VLT), um dos telescópios mais potentes do mundo, que fica no Chile, elas mostram o cometa se movendo lentamente pelo céu em um vídeo de lapso de tempo feito dois dias após sua descoberta. De acordo com um comunicado do ESO, trata-se do melhor e mais profundo registro já feito de um objeto interestelar.
Relembre os outros dois objetos interestelares detectados no Sistema Solar
O primeiro objeto interestelar detectado foi o enigmático 'Oumuamua, registrado em 2017. Esse nome estranho significa "mensageiro de longe que chega primeiro" em havaiano. Com aproximadamente 400 metros de comprimento, ele tem formato alongado e não possui uma cauda visível. Seu movimento incomum e aceleração inesperada levantaram até suspeitas de que pudesse ser uma espaçonave alienígena, embora nenhuma evidência tenha sido confirmada.
Essas visitas nos lembram que o Universo é dinâmico e cheio de segredos a serem revelados. E cada novo "turista" de passagem por aqui é uma oportunidade para desvendar a origem e a evolução dos corpos celestes que povoam a nossa galáxia.
Fonte: Olhardigital




