TJ de Minas afasta juiz que tomou vinho da garrafa e acendeu cigarro com maçarico em sessão

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) afastou do cargo nesta terça-feira, 11, um juiz que, durante uma sessão de julgamento, bebeu vinho direto da garrafa e acendeu um cigarro usando um maçarico.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) afastou do cargo nesta terça-feira, 11, um juiz que, durante uma sessão de julgamento, bebeu vinho direto da garrafa e acendeu um cigarro usando um maçarico. Milton Lívio Lemos Salles responderá a um procedimento disciplinar na Corregedoria-Geral de Justiça e, enquanto estiver afastado, não poderá acessar os sistemas processuais e nem as dependências do TJ-MG.
Ele foi afastado cautelarmente no começo da tarde pelo desembargador Vicente de Oliveira Silva, presidente do Tribunal. Nesta tarde, o Órgão Especial (que analisa questões administrativas e da carreira dos magistrados) confirmou por unanimidade a decisão. Salles atuava como juiz auxiliar de segundo grau em casos cíveis e de família. Os processos que estavam sob os cuidados dele vão ser redistribuídos para outros juízes.
O caso aconteceu na segunda, 10. Salles estava participando virtualmente de uma sessão de julgamento. Diante das câmeras, ele da um gole generoso em uma garrafa de vinho e em seguida acende um cigarro com a ajuda de um maçarico. Uma mulher passa no fundo da gravação.

Nesta tarde, Salles divulgou um vídeo nas redes sociais afirmando ser vítima de uma campanha de “difamação” e que o Judiciário é “corrupto”. “Quero deixar um depoimento sobre essa difamação que estão fazendo contra mim. Esse TJMG, esse STJ, o STF, o Alexandre de Moraes, são todos uns corruptos, filhos da puta”, diz em trecho do vídeo. Continua após a publicidade
Ele diz que está “muito cansado” e “curtindo” a esposa, que tenta puxar para a frente do vídeo. Trocando algumas palavras, ele desafiou o Tribunal que o afastou do cargo. “Sei de muita coisa desse tribunal. Se alguém quiser bater de frente comigo em alguma TV, no Jornal Nacional, o que quer que seja, eu estou à disposição”, disse.
Na semana passada, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão máximo de fiscalização do Judiciário, regulamentou uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) e acabou com a punição de aposentadoria compulsória de juízes. Essa era uma as punições previstas na Lei Orgânica da Magistratura para quem cometesse faltas funcionais graves ou mesmo crimes. Publicidade
Fonte: Veja Abril




